
A Polícia Civil investiga o caso da angolana, Odete Cambala Cruz, de 36 anos, que foi encontrada morta na última semana em seu apartamento, em São José dos Campos. Ela vivia no Brasil desde 2008, quando desembarcou junto de seu ex-companheiro, o diplomata Jean-Luc Orsoni.
De acordo com informações do boletim de ocorrência, na última quarta-feira (7), a Polícia Militar foi acionada pelo vice-cônsul da Angola, que teria informado à corporação que Odete Cambala Cruz não mantinha contato com a família ou com vizinhos há alguns dias.
Os policiais bateram na porta do apartamento de Odete e escutaram apenas o choro de uma criança. No local, a mulher estava caída sobre o sofá, sem sinais de vida. Um bebê de 10 meses, filho da vítima, se encontrava em situação de debilidade e foi socorrido ao pronto-socorro da Vila Industrial. Ele se encontra bem.
No momento em que o corpo foi encontrado, a perícia não identificou lesões corporais ou sinais de luta pelo apartamento e que as condições do corpo demonstravam que o óbito teria ocorrido há mais de 24 horas. Uma vizinha ainda relatou que somente havia tido contato com a angolana no dia 5 de julho.
Com a morte, Odete deixou uma menina de oito anos e o bebê de 10 meses que foi encontrado no apartamento.
Embate
Após a morte, o ex-marido e a irmã entraram na justiça pelo sepultamento da vítima. A irmã pediu que o corpo fosse enviado à Angola, mas o ex-companheiro queria que ela fosse enterrada em São José dos Campos.
No último sábado (10), a justiça determinou que o marido poderia decidir pelo enterro, em nome da filha, ainda que menor de idade. O corpo foi enterrado nesta manhã no cemitério Parque das Flores. O consulado angolano questiona a decisão e recorreu pedindo a exumação.
Um exame necroscópico/toxicológico foi requisitado para apurar a causa do óbito da vítima, mas o resultado ainda não foi emitido. A Polícia Civil segue investigando o caso.