
O Festival de Inverno de Campos do Jordão, que estava previsto para este sábado (19), foi adiado para o mês de julho. Esse é o terceiro adiamento do evento, que é considerado um dos principais atrativos do turismo na cidade durante a temporada.
A data prevê que o festival seja realizado no dia 3 de julho a 1º de agosto, no formato online, com shows em espaços de São Paulo sendo transmitidos por canais da internet.
De acordo com informações da prefeitura, em 2020, o evento estava marcado para junho, mas a pandemia atingiu seu ápice no estado e, por isso, foi adiado. À época, a Secretaria de Cultura anunciou uma versão de verão para manter o movimento na cidade durante a baixa no turismo, que aconteceria em janeiro de 2021.
Na última mudança, o Festival de Inverno aconteceria entre os dias 19 de junho e 25 de agosto com 161 apresentações, porém, com a vacinação em ritmo lento e aumento no número de casos e mortes, houve novo adiamento na data.
A Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado, a 51ª edição do evento em Campos do Jordão terá concertos e atividades pedagógicas em transmissões nos canais do evento.
Comércio
Na última alta temporada, Campos do Jordão teve restrições no comércio. Com o cancelamento do Festival de Inverno, que movimenta em média 130 mil pessoas por fim de semana do evento, as associações comerciais citaram prejuízo de cerca de R$ 300 milhões com a temporada.
Segundo dados do governo estadual, em sua última edição, o Festival de Inverno foi responsável por movimentar R$ 130 milhões na cidade.
Segundo o Sinhores, sindicato que representa pousadas, hotéis, bares e restaurantes, os empresários preferiram que o evento fosse adiado para 2022. O presidente, Paulo Costa, teme que haja novas aglomerações e a prefeitura adote novas medidas restritivas. “Não achamos que seja o momento de ter aglomerações. Para isso, teria que pensar em um novo formato. E se, por acaso, o festival não for acontecer fisicamente, preferimos que seja mantido para 2022, com a cidade em uma situação mais tranquila com relação a pandemia. Sem a demanda que ele tem, preferimos que seja feito depois”, diz o presidente.