
O Governo Federal vai prorrogar o auxílio emergencial por mais três meses, informou o ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta segunda-feira (14). Com isso, a ajuda voltada aos mais vulneráveis durante a pandemia de Covid-19 será estendida até outubro, nos mesmos valores de R$ 150 a R$ 375 e com igual alcance em termos de público, cerca de 39,1 milhões de brasileiros.
Segundo Guedes, o Ministério da Saúde informou que toda a população adulta estará vacinada contra a Covid-19 até outubro. Até que isso aconteça, o governo quer garantir a proteção econômica dos vulneráveis.
O ministro ressaltou ainda, que a política vem sendo conduzida pelo Ministério da Cidadania, e a decisão final sobre a extensão é do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
Leia mais: Paulo Guedes diz que auxílio emergencial terá mais ‘duas ou três’ parcelas
No modelo atual, a última parcela é prevista para julho deste ano. No entanto, fontes do governo já reconheciam nas últimas semanas que “alguma prorrogação é razoável”, dado que o número de casos e óbitos pela doença parou de cair.
Segundo o site InfoMoney, para bancar a prorrogação do auxílio, deve ser aberto um crédito extraordinário de cerca de R$ 20 bilhões. O número final ainda está sendo refinado a partir dos dados dos pagamentos realizados em junho. Cada parcela tem tido um custo ao redor de R$ 9 bilhões mensais.
A prorrogação deve ocorrer por Medida Provisória. A necessidade de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para isso, aventada anteriormente, perdeu força porque esse tipo de crédito já fica fora do teto, e há espaço na meta fiscal (que permite rombo de até R$ 247,1 bilhões no ano) para acomodar o gasto adicional.