Assembleia realizada na LG nesta quinta-feira (29) – Foto: Sindmetau Taubaté
Os funcionários da fábrica da LG em Taubaté encerraram a greve, nesta quinta-feira (29), após aceitarem o acordo de indenização pelas cerca de 700 demissões que serão feitas pelo fim da produção da fábrica da sul-coreana na cidade. A produção já foi retomada hoje.
A proposta aprovada, foi apresentada pelos trabalhadores à empresa, depois que a LG decidiu encerrar as negociações e dizer que o caso iria ser decidido na Justiça. Antes, a empresa havia feito duas propostas, que foram rejeitadas pelos funcionários.
Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, na assembleia dessa quinta-feira, os trabalhadores aceitaram a indenização, que prevê: valor de indenização para cada funcionário demitido variando de R$ 12 mil a R$ 73 mil, de acordo com o tempo de trabalho; extensão do plano médico até 2022 e manutenção da PLR.
Ainda de acordo com o sindicato, a empresa já pode iniciar as demissões, no setor de celulares, nesta semana. Já no setor de monitores, os desligamentos devem seguir até o dia 31 de agosto. O administrativo vai ser mantido até o fim da desmobilização.
Terceirizadas
O acordo dos empregados da planta de Taubaté não envolve os trabalhadores terceirizados. O encerramento da produção da LG impacta diretamente outras três empresas da região, a Sun Tech, Blue Tech e 3C, que empregam cerca de 430 trabalhadores em São José dos Campos e Caçapava. Essas empresas também anunciaram o fechamento, pois atuavam exclusivamente para a LG.
De acordo com o sindicato de São José dos Campos, as empresas tinham oferecido dois salários como forma de indenização. A proposta foi rejeitada e os funcionários estão em greve desde o início do mês. A entidade pede a equiparação dos valores pagos na LG também para os terceirizados
Fim da produção em Taubaté
A LG anunciou, em abril, o fim da produção mundial de celulares, afetando diretamente a unidade de Taubaté. Dias depois, a montadora sul-coreana afirmou que também vai encerrar a produção de notebooks e monitores na cidade, transferindo a divisão para Manaus (AM), onde, segundo a empresa, o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) é mais vantajoso do que o praticado em São Paulo. Em Taubaté a empresa irá manter apenas o call center.