Operação Quid Pro Quo no Vale do Paraíba – Foto: Divulgação/ PF
A Polícia Federal (PF) deflagrou hoje (15) uma operação contra um grupo suspeito de fraudar licitações na região do Vale do Paraíba. A operação nomeada de Quid Pro Quo apura os crimes de corrupção, associação criminosa, fraude em licitações e lavagem de dinheiro, nas cidades de Aparecida, Guaratinguetá, Taubaté, Potim, além da capital paulista.
Ao todo, foram expedidos 12 mandados de busca e apreensão, nove medidas cautelares de suspensão de exercício de função pública, duas de suspensões de atividades econômicas e uma de recolhimento domiciliar, além do bloqueio de contas bancárias e sequestro de bens dos investigados. A PF não informou quais cidades têm contratos sob suspeita.
A investigação é o desdobramento de uma operação lançada em maio do ano passado para apurar suspeitas de superfaturamento na compra de medicamentos pela prefeitura de Piquete. Segundo a PF, os materiais apreendidos na ocasião revelaram a existência de um grupo de empresários que atua fraudando licitações em diversas prefeituras no Vale e em outras regiões, na compra de medicamentos e insumos hospitalares.
A fraude
As investigações apontam que eram feitos acordos com servidores públicos para determinar com antecipação os vencedores das licitações. Os produtos fornecidos eram vendidos por preços superfaturados ou entregues em quantidades inferiores às estipuladas nos contratos.
A PF informa ainda, que os servidores públicos envolvidos recebiam vantagens econômicas diversas, como remédios, cestas básicas, empréstimo de imóvel na praia, pagamento de cartões de crédito, consertos de carro e pagamento da mensalidade escolar dos filhos. Além disso, parte do dinheiro recebido de forma ilícita era ocultado em contas bancárias e bens móveis registrados em nome de “laranjas”.
Os investigados responderão por crimes de associação criminosa, corrupção ativa ou passiva, fraude em licitações e lavagem de dinheiro. As penas podem chegar a 29 anos de prisão.