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    Destaque

    Anvisa aprova uso emergencial da vacina de Oxford/Astrazeneca e da Coronavac

    17 de janeiro de 2021Updated:17 de janeiro de 2021Nenhum comentário2 Minutos de Leitura
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    Os pedidos de uso emergencial foram feitos pelo Instituto Butantan, que é parceiro do laboratório chinês Sinovac no desenvolvimento da Coronavac, e pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), para a vacina da Oxford/AstraZeneca. Ambos os imunizantes foram aprovados depois de recomendação da área técnica da Anvisa, que indicou as vacinas com ressalvas. A reunião da agência durou cerca de cinco horas e foi transmitida ao vivo pela internet. Gustavo Mendes Lima, gerente geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa, recomendou a aplicação das duas vacinas frente ao “cenário da pandemia, o aumento do número de casos e a ausência de alternativas terapêuticas”. A falta de “alternativas terapêuticas” citada pelo gerente da Anvisa contraria o próprio presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e militantes que defendem o uso de medicamentos não comprovados contra a Covid-19, como a cloroquina. No final da apresentação, Lima recomendou que as duas vacinas sejam acompanhadas regularmente durante a aplicação no país, em razão de incertezas e de dados ainda não conclusivos dos estudos clínicos. “A gerência geral recomenda a aprovação do uso emergencial, condicionado ao monitoramento das incertezas e reavaliação periódica. Se não olhar com muito cuidado como será desempenho das vacinas, temos o risco de não conhecermos a eficácia geral”, disse Lima, que falou em “esperança” ao se referir às vacinas. A estrutura de fabricação dos dois imunizantes também foi aprovada pela área técnica da agência. A partir de 25 de janeiro, a Anvisa fará uma inspeção de boas práticas clínicas para acompanhar os imunizantes. Até as 15h deste domingo, a aprovação do uso emergencial das vacinas havia sido decidida por três dos cinco diretores da Anvisa: a relatora dos pedidos, Meiruze Sousa Freitas, e os diretores Romison Rodrigues Mota (infração sanitária) e Alex Machado Campos (monitoramento de produtos). Eles ressaltaram que os benefícios dos imunizantes superam os riscos da aprovação do uso emergencial. Ainda faltavam votar o diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, e a diretora Cristiane Rose Jourdan Gomes (práticas regulatórias de toxicologia), mas como a aprovação é feita por maioria simples, os três votos dão permissão ao uso emergencial das vacinas. A relatora Meiruze Sousa Freitas condicionou a aprovação da Coronavac à assinatura de termo de compromisso pelo Butantan para fornecer mais dados sobre o imunizante e lembrou que, a qualquer momento, a Anvisa poderá revisar o pedido de uso emergencial das duas vacinas diante de situações adversas durante a aplicação dos imunizantes.

    Foto: Divulgação

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso emergencial, em caráter experimental, das vacinas de Oxford/Astrazeneca e Coronavac neste domingo (17).

    Com essa decisão, as vacinas poderão ser aplicadas nos brasileiros, sendo os primeiros contra a Covid-19 a serem utilizados no país. Até o momento, 57 países já iniciaram as suas campanhas de imunização.

    Os pedidos para uso emergencial foram feitos pelos Instituto Butantan, que é parceiro do laboratório chinês Sinovac no desenvolvimento da vacina Coronavac e pela Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz), que possui parceria com Oxford/Atrazeneca. Os dois imunizantes foram aprovados após a recomendação da área técnica da Anvisa, que as indicou com ressalvas.

    Gustavo Mendes Lima, gerente geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa, recomendou a aplicação dos dois imunizantes frente ao “cenário da pandemia, o aumento do número de casos e a ausência de alternativas terapêuticas”.

    A estrutura para a fabricação das duas vacinas também foi aprovada pela área técnica da Agência e, apartir do dia 25 de janeiro, a Anvisa fará uma inspeção de boas práticas clínicas para acompanhar os imunizantes.

    APROVAÇÃO

    A aprovação do uso emergencial das vacinas de Oxford/Astrazeneca e Coronavac, até as 15h deste domingo, foi decidida por três dos cinco diretores da Anvisa que participaram da reunião: a relatora dos pedidos, Meiruze Sousa Freitas e os diretores Romison Rodrigues Mota (infração sanitária) e Alex Machado Campos (monitoramento de produtos). Eles frisaram que, os benefícios dos imunizantes superam os riscos da aprovação do uso emergencial.

    Ainda faltavam votar o diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, e a diretora Cristiane Rose Jourdan Gomes (práticas regulatórias de toxicologia), mas o uso já seria considerado aprovado com três dos cinco votos feitos à favor do uso emergencial

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