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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso emergencial, em caráter experimental, das vacinas de Oxford/Astrazeneca e Coronavac neste domingo (17).
Com essa decisão, as vacinas poderão ser aplicadas nos brasileiros, sendo os primeiros contra a Covid-19 a serem utilizados no país. Até o momento, 57 países já iniciaram as suas campanhas de imunização.
Os pedidos para uso emergencial foram feitos pelos Instituto Butantan, que é parceiro do laboratório chinês Sinovac no desenvolvimento da vacina Coronavac e pela Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz), que possui parceria com Oxford/Atrazeneca. Os dois imunizantes foram aprovados após a recomendação da área técnica da Anvisa, que as indicou com ressalvas.
Gustavo Mendes Lima, gerente geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa, recomendou a aplicação dos dois imunizantes frente ao “cenário da pandemia, o aumento do número de casos e a ausência de alternativas terapêuticas”.
A estrutura para a fabricação das duas vacinas também foi aprovada pela área técnica da Agência e, apartir do dia 25 de janeiro, a Anvisa fará uma inspeção de boas práticas clínicas para acompanhar os imunizantes.
APROVAÇÃO
A aprovação do uso emergencial das vacinas de Oxford/Astrazeneca e Coronavac, até as 15h deste domingo, foi decidida por três dos cinco diretores da Anvisa que participaram da reunião: a relatora dos pedidos, Meiruze Sousa Freitas e os diretores Romison Rodrigues Mota (infração sanitária) e Alex Machado Campos (monitoramento de produtos). Eles frisaram que, os benefícios dos imunizantes superam os riscos da aprovação do uso emergencial.
Ainda faltavam votar o diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, e a diretora Cristiane Rose Jourdan Gomes (práticas regulatórias de toxicologia), mas o uso já seria considerado aprovado com três dos cinco votos feitos à favor do uso emergencial