Foto: Agência Brasil
A segunda fase do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) foi lançada na primeira semana de setembro e os pequenos empresários do país puderam voltar a acessar a linha de crédito, disponível em várias instituições bancárias do Brasil. Foi ampliado de 11 para 19 o número de instituições habilitadas a operar os empréstimos.
A expectativa do governo é de que sejam liberados cerca de R$ 14 bilhões para micro e pequenas empresas e Microempreendedores Individuais (MEIs). Na primeira fase, cerca de R$ 19 bilhões em créditos foram destinados a 211 mil empresas.
Segundo cálculos da Fundação Getúlio Vargas (FGV), existe uma demanda muito grande por parte dessa parcela do empresariado nacional, que é responsável por cerca de 30% da riqueza anual gerada no país.
O especialista em direito empresarial e societário, e professor do Insper e da Faap, Marcelo Godke, aponta que a categoria, extremamente representativa na economia brasileira, já não era plenamente atendida antes da pandemia.
O professor aponta que esse déficit existe em todas as economias, em percentuais menores ou maiores, mas que essas medidas emergenciais criadas pelo governo brasileiro para tentar reaquecer o mercado e fazer a economia pegar no tranco não vão resolver o problema.
