
A pandemia do novo coronavírus está trazendo uma série de prejuízos ao Brasil, seja nas mais de 120 mil vidas perdidas ou na própria economia. Nesta terça-feira (1º), o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia de Estatística) divulgou o balanço do PIB (Produto Interno Bruto) deste trimestre, o resultado foi uma queda de 9,7%.
Além disso, o Banco Central está lançando uma nova cédula de Real com o valor mais alto da história: R$ 200. Esses fatores seriam indicadores de uma inflação pela frente? Para Gustavo Neves, economista da Plátano Investimentos, ainda é muito cedo para falar de inflação.
“A gente vê que a inflação está controlada [no Brasil] em relação a países como Argentina, por exemplo, lá a moeda é muito mais desvalorizada. A nossa moeda que tem quase 26 anos está no menor patamar de inflação da história” disse o economista em entrevista ao jornal Abre Aspas desta terça.
Gustavo ainda coloca o programa do auxílio emergencial como responsável por manter a inflação controlada. “O Auxílio emergencial tem dado liquidez, dinheiro para as pessoas. Muitas pessoas saíram da situação de extrema pobreza e com esse auxílio e elas estão consumindo mais”, completa.
Alguns produtos como o trigo e a gasolina apresentaram inflação de quase 5% em 2020, segundo uma pesquisa realizada pela revista Veja. Neste caso, Gustavo Neves relaciona a alta, ao crescimento de ativos da moeda americana, o dólar.
“Quando ocorre uma grande crise econômica, a população procura um ativo de liquidez, já que aumenta dificuldade de pagar algo em curto prazo, como aluguéis e salários. Ocorrendo a injeção de liquidez na economia pelo Banco Central. O ativo de liquidez mais procurado no mundo foi o dólar, isso fez com que a moeda saísse do Brasil, aumentando a taxa de câmbio e fazendo com o que os produtos estrangeiros fossem mais cotados”, afirmou Neves.