
Os trabalhadores portuários de São Sebastião estão ameaçando entrar em greve, caso a companhia Docas da cidade não entre em negociação com a categoria sobre o reajuste salarial. Segundo Sindaport, a empresa não cumpriu as sentenças judiciais referentes aos dissídios coletivos de 2018 e 2019 e “também não está negociando a data base 2020”. Uma assembleia foi realizada com os trabalhadores na segunda-feira (17).
O Tribunal Regional do Trabalho determinou reajuste salarial de 1,69% em 2018 e 4,97% em 2019, determinação que segundo o Sindicato não foi cumprida. O Sindaport ingressou com uma ação de cumprimento para exigir a atualização dos salários e o pagamento das diferenças e de todas as verbas que são calculadas com base no salário. Essa ação de cumprimento corre pela Vara do Trabalho de São Sebastião.
Sobre o reajuste de 2020, o Sindaport informou que segue negociando com a empresa. O Sindicato afirma ainda, que encaminhou um ofício ao presidente da Companhia Docas de São Sebastião, Paulo Tsutomu Oda, explicando a situação dos dissídios dos anos anteriores e o que deve ser pago aos trabalhadores, colocando prazo de resposta de 60 dias, até o dia 30 de setembro. Caso a empresa não negocie a reivindicação dos funcionários “os portuários vão entrar em greve” alega o Sindaport.
A Companhia Docas de São Sebastião não se manifestou sobre o assunto.