
Quatro tripulantes europeus de um navio panamenho, barrado em São Sebastião, conseguiram retornar aos países de origem, neste sábado (18). O navio chegou ao litoral paulista em junho e foi barrado após funcionários relatarem a falta de pagamento ao consulado.
Segundo o MPT (Ministério Público do Trabalho), dos 16 tripulantes do navio, quatro conseguiram ser repatriados aos países de origem – Ucrânia e Montenegro – outras doze pessoas ainda estão no navio. Dessas, nove querem voltar para o país de origem – Montenegro, Croácia e Ucrânia – porém, eles permaneceram na embarcação porque o navio precisa de uma tripulação mínima de 12 pessoas.
O caso
O navio panamenho partiu de Casablanca, no Marrocos, em março, com destino ao Brasil. A embarcação percorreu o litoral brasileiro, até chegar a São Sebastião, onde foi barrada por falta de pagamentos e condições precárias de trabalho. A denúncia foi feita pela própria tripulação.
Após investigação do MPT, constatou-se que os tripulantes não estavam recebendo salário da empresa panamenha, responsável pelo navio. O MPT chegou a mover uma ação na Justiça contra a empresa, que devia US$ 177 mil em salários. Em resposta a Justiça, a empresa proprietária do navio disse que deixou de arcar com as despesas por dificuldades financeiras, por causa da pandemia do novo coronavírus.
Repatriação
Após a ação, uma empresa brasileira contratou a companhia panamenha para realizar o transporte de soja e açúcar e ofereceu como pagamento o valor exigido pela Justiça para a repatriação e salários dos tripulantes, cerca de US$ 300 mil.
Com o valor, quatro tripulantes, sendo três ucranianos e um de Montenegro, puderam ser repatriados. A Polícia Federal e o MPT realizaram uma operação neste sábado para retirar os trabalhadores do navio e os enviar para o aeroporto, onde embarcaram aos seus países de origem.