Foto: Ivan Bueno/Divulgação
Em meio à pandemia do coronavírus, que derrubou o comércio mundial, as exportações da RMVale caíram 31% no primeiro semestre de 2020 na comparação com igual período de 2019.
Nesse intervalo, a região vendeu US$ 3,85 bilhões ao exterior contra US$ 5,57 bilhões no ano passado. Comparando os dois períodos, o montante de exportações caiu em US$ 1,72 bilhão.
A região importou US$ 2,40 bilhões no primeiro semestre deste ano – 19% menor do que os US$ 2,97 bilhões de 2019 – e registrou superávit de US$ 1,45 bilhões, que representa uma queda de 44% frente ao saldo de janeiro a junho do ano passado, de US$ 2,59 bilhões.
A exportação acumulada de janeiro a junho de 2020 (US$ 3,85 bilhões) é a menor desde 2015, quando o Vale exportou US$ 3,79 bilhões no mesmo período.
A boa notícia é que o montante exportado em junho (US$ 605,7 milhões) é maior do que o do mês anterior, de US$ 459,8 milhões, mais ainda assim é o menor para o mesmo período desde 2015.
“Há ainda muitas incertezas no panorama do comércio mundial. Não se sabe com exatidão o tamanho que a crise terá até o final da pandemia. Mas com certeza é a recessão mais dramática desde a crise de 1929”, disse Carlos Braga, professor associado da Fundação Dom Cabral e diretor da Ouchy Consultoria Empresarial.
CIDADES
Os sinais dos impactos da pandemia do coronavírus podem ser observados nas exportações das principais cidades da região.
Sete das 10 cidades mais exportadoras do Vale venderam menos no primeiro semestre deste ano na comparação com 2019. Taubaté e Cruzeiro tiveram a maior queda (-67%), seguidas de São José dos Campos (-60%), Ilhabela (-47%), Caçapava (-29%), Lorena (-26%) e Guaratinguetá (-15%).
As exceções foram São Sebastião (87%), Pindamonhangaba (13%) e Jacareí (3%).
