Foto: Arquivo Pessoal
Um protesto conjunto reúne professores eventuais da rede de ensino, professores temporários da Fundhas e motoristas do transporte escolar na manhã desta quinta-feira (9) em frente à Câmara de São José dos Campos. Os grupos reivindicam auxílio durante a pandemia.
A manifestação teve início por volta das 10h e conta com cartazes e pedidos de ajuda amplificados por um microfone. Por volta das 11h, um grupo formado por cinco representantes das três categorias foi chamado para integrar uma reunião com vereadores. Até às 11h30, a reunião ainda não havia começado.
No caso dos professores temporários da Fundhas, eles alegam que foram comunicados na sexta-feira (3), via e-mail, sobre a não renovação do contrato. A expectativa era a de que eles permanecessem contratados até dezembro. Os pedidos incluem ao menos três alternativas: uma recontratação, um auxílio ou uma garantia de que devem ser chamados novamente ao término da pandemia.
Já os professores eventuais, que ficaram sem aulas com a suspensão do ensino presencial, apontam que terminou o período de dois meses em que o governo tucano se comprometeu a antecipar 50% do pagamento aos professores. Agora, eles ficam sem remuneração.
A situação é semelhante para condutores do transporte escolar, que já não conseguem trabalhar desde março. A categoria pede o auxílio de um salário mínimo durante a pandemia, isenção do ISS (Imposto Sobre Serviços), prorrogação do período de alvará e ampliação de, pelo menos um ano, do período de vida dos carros que estão nas ruas, já que os motoristas são obrigados a trocar os veículos dentro de determinado período de tempo, e não teriam condições neste momento.
Outro lado
A Secretaria de Educação reforçou que os transportadores que possuem contrato vigente com o município foram chamados para realizar a entrega de cestas básicas para famílias em situação de vulnerabilidade. Informou também que adiantou, por meio de decreto, dois meses de pagamento aos motoristas.
“As solicitações apresentadas pelos prestadores de serviço do Transporte Escolar estão em análise pela Prefeitura de São José dos Campos”, diz trecho de nota.
No caso dos professores eventuais, a pasta alegou que já realizou o adiantamento de parte da remuneração da categoria.
“Mesmo sem aula, por meio das Leis 634/2020 e 635/2020, os professores eventuais receberam em maio e junho, um adiantamento de 50% do maior valor de aulas dadas entre os meses de fevereiro e março”.
A Fundhas informou que os professores temporários atuam como professores substitutos de professores titulares, que estão em readaptação ou licenças ou em funções administrativas.
“A Instituição optou por não renovar os contratos por economicidade, uma vez que as atividades presenciais estão suspensas, sem previsão de retorno”, diz nota. “A Fundhas informa ainda que irá receber representantes do grupo de profissionais para reunião na manhã desta quinta-feira (9) com a diretoria da Instituição”, continua.
