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Empresários do setor de bares, restaurantes e similares de São José dos Campos pedem a ajuda da prefeitura para sobreviver em meio à pandemia do coronavírus.
Segundo levantamento do Sinhores (Sindicato dos Hotéis, Bares e Similares), 55% da categoria conseguem trabalhar com entrega em casa, mas a queda de faturamento média foi de 75%.
Os 45% que não abriram seguem aguardando o retorno, informou a entidade, mas há neste grupo empresas que não abrirão.
“Não temos ainda esse controle de quem não vai mais abrir a empresa”, disse o empresário Antônio Ferreira Junior, presidente do Sinhores.
Ele e outros membros da categoria reuniram-se com o prefeito de São José, Felicio Ramuth (PSDB), na última sexta-feira (3), após manifestação do setor.
Os representantes entregaram um documento ao tucano com reivindicações da categoria, como a criação de um comitê de crise e gestão junto a concessionárias de energia, água e gás.
“Levamos esse pedido de socorro para a prefeitura”, disse Ferreira Junior.
O principal pedido, segundo ele, foi para a prefeitura interceder junto ao governo estadual para obter financiamento aos empresários da cidade.
Para tanto, o Sinhores irá fazer um levantamento de quais empresários tentaram e não conseguiram crédito junto ao Banco do Povo Paulista, de responsabilidade do governo estadual.
“Vamos fazer um levantamento desses empresários e passar a lista das empresas para a prefeitura, que vai depurar e verificar o motivo de não conseguir. E vamos para São Paulo negociar com o Estado para liberar esses recursos, com a prefeitura dando uma garantia”, explicou Ferreira Junior.
“Se não tiver esse recurso e capital de giro, as empresas não vão conseguir abrir faturando menos de um terço ou nada. É inviável alguém ter tanta reserva assim.”
Em nota, a prefeitura confirmou que recebeu os representantes do setor e informou que segue o Plano São Paulo de retomada consciente, com “as atividades que só podem ser liberadas pelo governo estadual”.
Sobre a retomada de bares e restaurantes, atualmente proibida no Vale do Paraíba, Ferreira Junior disse que o setor irá esperar a classificação da região na próxima sexta-feira (10). Se passar para a fase amarela, as empresas poderão reabrir atendendo presencialmente, com restrições.
Mas se a região permanecer na fase laranja, o presidente do Sinhores disse que a categoria irá procurar outros meios para voltar a atender.
“Temos condições de voltar a trabalhar com espaçamento entre mesas, atendimento com máscara, sem balcão e temos condição de trabalhar com segurança, para clientes e empregados”, afirmou.