
Foto: Arquivo Pessoal
Professores de escolas da rede municipal de ensino realizaram manifestações na manhã desta sexta-feira (19) contra a realização de trabalho presencial diante da pandemia do novo coronavírus em São José dos Campos. Na EMEF Profª Ana Berling Macedo, na zona norte, os servidores se recusaram a entrar após a confirmação de duas pessoas infectadas e quatro com suspeita da doença respiratória na unidade.
O movimento começou logo no início da manhã, quando os professores, tendo conhecimento dos casos confirmados do vírus, resolveram se manifestar em frente à Secretaria de Educação. O protesto reuniu professores do turno da manhã e agregou representantes de outras escolas. Segundo a categoria, o protesto buscou não causar aglomerações, mas, ao mesmo tempo, apresentar à demanda ao município.
No ato, a Secretaria de Educação recebeu uma comissão de professores para discussão do caso. Até às 11h40, o encontro ainda acontecia.
“A gente só quer poder trabalhar em segurança, porque a gente sai de casa e não sabe como volta. Nossa sensação é de insegurança, porque não há como higienizar completamente um prédio todos os dias, principalmente nas mudanças de turno”, afirmou a professora Luana Rodrigues, que atua na EMEI Olga Franco, na região leste.
Segundo Luana, sua unidade não dispõe de toda a infraestrutura que ela teria para preparação das atividades pedagógicas em sua casa. Além disso, ela aponta que faltam equipamentos de segurança, como máscaras de proteção nas escolas, o que teria levado a direção de sua unidade a solicitar que estagiários fabricassem o equipamento.
“Não me sinto segura, existe um protocolo de segurança que a gente precisa respeitar e seguir. E não é o que está acontecendo”, contou.
Participante da manifestação, a professora Jessica Marques pontuou que as reivindicações incluem testagem para os professores da Ana Berling, fechamento imediato da escola, além de um novo sistema de distribuição das merendas — já que as famílias que estão recebendo os alimentos estão precisando ter contato com os funcionários.
“Há muitas outras escolas com casos de contaminação, e falta máscara, falta álcool em gel em algumas unidades. Para nós não tem nenhuma necessidade de retorno presencial porque todo o trabalho que a gente desenvolve na escola poderia ser preparado com mais segurança em casa”, disse Jessica, professora licenciada da EMEF Profª Áurea Cantinho Rodrigues.
Outro ponto de manifestação foi na EMEF Vera Lúcia Carnevalli, também na região norte, onde professores apresentaram cartazes com as reivindicações durante a manhã.
Lista atualizada diariamente pelo SindServ (Sindicato dos Servidores Municipais) aponta ao menos 13 casos já confirmados na rede, além de 18 pessoas com suspeita.
Outro lado
A Secretaria de Educação foi procurada e informou que se reunia com os professores.
*Matéria em atualização*