Vadão. Foto: Divulgação/CBF
Técnico com passagens por Corinthians, São Paulo e seleção brasileira feminina (que inclusive foi o seu último trabalho, em 2019, Oswaldo Fumeiro Alvarez, conhecido popularmente por Vadão, faleceu no início da tarde desta segunda-feira, em São Paulo, decorrente de complicações relacionadas a um câncer no fígado, o qual acabou evoluindo para outros órgãos.
O treinador foi diagnosticado com a doença em dezembro do ano passado, quando estava fazendo exames de rotina. Desde então, vinha realizando tratamento, mas teve que ser internado no hospital Albert Einstein, em São Paulo, no último dia 12. No entanto, o quadro de Vadão já era considerado grave e ele acabou não resistindo ao tratamento via quimioterapia e radioterapia.
Oswaldo Alvares, de 63 anos, deixa sua esposa Ana Alvarez e dois filhos, Adriano e Carolina Alvares, que fazia a parte da assessoria de imprensa do pai. O velório e sepultamento acontecerá em Monte Azul Paulista, sua terra natal.
Carrossel Caipira
Vadão nasceu no dia 21 de agosto de 1956. Ele começou a sua carreira como meia-esquerda nas categorias de base do Guarani e rodou por clubes como Noroeste, Catanduvense e Botafogo, de Ribeirão Preto (SP). Ao mesmo tempo, ele se formou em Educação Física e acabou aceitando o convite para ser preparador físico da Portuguesa. Iniciou a carreira de treinador no Mogi Mirim por convite do histórico presidente Wilson Barros. Lá foi responsável por montar o famoso “Carrossel Caipira” no início dos anos 90.
Este time, na época, usava um esquema tático parecido com a da seleção da Holanda, com troca de posições entre os jogadores, que revolucionou o futebol em 1974 na Copa do Mundo da Alemanha sob a batuta do meia Johan Cruyff. O Mogi Mirim contava ainda com bons jogadores como o trio ofensivo formado por Rivaldo, Leto e Válber, além do zagueiro Capone, que executava bem o papel de líbero.