Foto: Jornal OVale/ Sergio Nascimento
Pela primeira vez desde o início da quarentena, em 23 de março, as maiores cidades do Vale do Paraíba tiveram as piores taxas de isolamento numa sexta, sábado e domingo, os dias em que o indicador costuma ser mais alto.
Isso coloca em risco o plano de enfrentamento ao coronavírus, por não atingir a cota mínima de 55% apontada pelo governo estadual como necessária para conter a disseminação do vírus e não sobrecarregar o sistema público de saúde.
São José dos Campos registrou 46% na sexta, 51% no sábado e 55% no domingo, os mais baixos índices de isolamento da cidade para esses dias desde que a taxa começou a ser medida, no início de março.
O mesmo aconteceu com Taubaté, que anotou 45%, 50% e 53% entre sexta e domingo, também os piores resultados da cidade.
São José lidera o movimento para flexibilizar a quarentena e a prefeitura recorreu ao STF (Supremo Tribunal Federal) para adotar um isolamento seletivo na cidade, medida suspensa pela Justiça. A cidade perdeu nas três instâncias.
Jacareí teve um desempenho um pouco melhor do que São José e Taubaté, e registrou 48% na sexta, 53% no sábado e 57% no domingo. Guaratinguetá teve um comportamento semelhante, com 49%, 53% e 57%.
Os quatro municípios têm as piores taxas de isolamento da região e representam, juntos, nada menos do que 55% da população do Vale.
No geral, 48 cidades paulistas ficaram abaixo do índice mínimo de 55% de isolamento no domingo, o que representa 46% das 104 cidades acima de 70 mil habitantes nas quais o indicador é medido pelo Simi (Sistema de Monitoramento Inteligente). E oito cidades registraram 55% – São José é uma delas.
Dos 48 municípios que anotaram taxas acima de 55%, o Vale é destaque no topo da tabela, com seis cidades no ‘Top 20’: São Sebastião (68%) e Ubatuba (67%), que lideram no estado, e Lorena (64%), Caraguatatuba (61%), Cruzeiro (61%) e Pindamonhangaba (60%). Caçapava ficou fora das 20 primeiras, mas teve 59%.