
A Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou um novo pedido ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Celso de Mello, pela “reconsideração” da decisão que obrigou o Governo Federal a apresentar a gravação da reunião ministerial ocorrida no dia 22 de abril. A AGU pede que seja apresentada apenas uma parte, em que o ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, aparece.
Em depoimento à Polícia Federal, o ex-ministro Sergio Moro relatou que Bolsonaro anunciou, durante uma reunião ministerial, que iria ‘interferir em todos os ministérios‘ e que, caso não conseguisse trocar o comando da Polícia Federal no Rio de Janeiro, ele trocaria o diretor-geral da corporação e o próprio ministro da Justiça.
Em um pedido enviado ao STF, ontem (6), a AGU alega que na reunião foram tratados ‘assuntos potencialmente sensíveis e reservados de Estado’ e que o governo não deve ser obrigado a apresentar o vídeo. A gravação da reunião é responsabilidade da Secretaria Especial de Comunicação (Secom), que é comandada por Fabio Wajngarten.
“Em complementação à petição anteriormente aviada, rogar seja também avaliada a possibilidade de reconsiderar a ordem de entrega de cópia de eventuais registros audiovisuais de reunião presidencial ocorrida no dia 22 de abril de 2020, para que se restrinja apenas e tão-somente a eventuais elementos que sejam objeto do presente inquérito”, disse a AGU.
Na terça-feira (5), Celso de Mello havia dado 72 horas para o governo entregar gravações de uma reunião ocorrida entre o presidente e seus ministros.