Foto: Arthur Marega Filho/São José Basketball
Em assembleia geral realizada via videoconferência nesta segunda-feira (4), os clubes que disputam o NBB (Novo Basquete Brasil) decidiram, de forma unânime, pelo cancelamento da temporada 2019/2020. Mesmo contando com um projeto que poderia viabilizar o retorno da competição nos próximos meses, as equipes não tiveram segurança em relação ao controle da pandemia do novo coronavírus no Brasil e optaram por preservar a saúde de todos os profissionais envolvidos com a competição, além de agir com responsabilidade diante do impacto financeiro gerado pela crise econômica mundial.
O São José Basket, um dos participantes do campeonato, já havia sido eliminado ainda na primeira fase do torneio.
Para que o NBB pudesse retornar, todos os times precisariam reiniciar as atividades ao mesmo tempo, mas hoje, os clubes vivem realidades distintas em relação às medidas de isolamento em suas respectivas regiões.
“Nós fomos até o estouro do cronômetro. Ouvimos todos os personagens que fazem do NBB uma das competições mais admiradas do Brasil. Sentamos semanalmente com todos os clubes, atletas, técnicos, árbitros, patrocinadores, parceiros de mídia, e criamos um projeto para retomar a competição. É triste ter que encerrar a temporada e não queríamos isso, mas saímos dessa experiência convictos que fizemos tudo o que foi possível”, afirmou o presidente interino da LNB (Liga Nacional de Basquete), Nilo Guimarães.
Nas últimas duas semanas, os clubes avaliaram o projeto realizado pela equipe multidisciplinar, que foi formada para buscar as alternativas para a retomada do NBB. O material continha um estudo de todos os procedimentos médicos necessários e recomendados pela OMS (Organização Mundial de Saúde), além da avaliação financeira, estrutural e de logística para execução dos jogos de playoffs.
Dividido em três fases, o projeto incluía as avaliações físicas dos atletas na volta aos treinos, todo o período de treinamento e o recomeço da competição. Esse processo era previsto para durar cerca de 40 dias. A testagem de todos os profissionais envolvidos na retomada do NBB também estava no projeto em diversas etapas da programação, com um total de 2000 testes.
“Se nós vivêssemos num país que estivesse mais avançado em relação à pandemia, poderíamos cravar hoje o retorno do NBB. O relatório realizado pela equipe multidisciplinar foi muito bem preparado e teria viabilidade para execução. Porém, nesse momento, o Brasil ainda não apresentou evoluções e não é possível seguir com o processo agora”, afirmou Dr. Diego Gadelha, diretor médico da Unifacisa e um dos líderes médicos do grupo multidisciplinar da LNB.
Desde o dia 13 de março, quando a LNB tomou as primeiras providências em relação à disseminação do COVID-19 no Brasil, todas as semanas foram marcadas por constantes reuniões com os diversos stakeholders envolvidos com o NBB. Além dos dirigentes dos 16 clubes que atuaram na atual temporada, jogadores, técnicos, árbitros, patrocinadores e agentes de atletas estiveram em contato com o corpo executivo da Liga em diversos encontros virtuais.
