
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) um consórcio de bancos privados devem injetar US$ 1 bilhão na Embraer. A informação foi publicada pelo jornal Valor Econômico, nesta segunda-feira (04).
Segundo a reportagem o valor corresponde a uma estimativa de déficit no caixa da Embraer nos próximos meses provocado pela crise do coronavírus, que praticamente paralisou o setor aéreo. Além da crise provocada pela Pandemia, a Embraer ficou numa situação ainda mais delicada depois que a Boeing desistiu de comprar cerca 80% da aviação comercial no final do mês passado. As duas empresas estão se enfrentando num processo de arbitragem.
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O Jornal aponta ainda que o aporte não será feito apenas pelo BNDES, mas também por bancos privados, com isso se dividiria os riscos do investimento. Ainda não se sabe qual será a fatia dos bancos no capital acionário da empresa no final do negócio.
Além do Jornal Valor Econômico, a CNN Brasil também afirma que fontes envolvidas nas negociações, indicam que o aporte será feito por meio de títulos de dívida conversíveis em ações e de linhas de crédito apoio à exportação.
A Embraer não se manifestou até a publicação desta reportagem. O BNDES também não comentou.
O acordo
O Acordo entre Boeing e Embraer previa a criação da Boeing Brasil Commercial, que determinava a compra de cerca de 80% da aviação comercial da Embraer por US$ 4,2 bilhões. Além de uma segunda joint venture para desenvolver novos mercados para a aeronave de transporte aéreo médio e mobilidade C-390 Millenium
Esse acordo era celebrado como o maior negócio da aviação brasileira, e foi cancelado 28 meses após ter sido anunciado.
Enquanto isso, a Embraer viu sua maior rival, a canadense Bombardier, se unir à Airbus, dificultando o mercado para a brasileira.