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Empresas fornecedoras da Embraer demitiram cerca de 300 trabalhadores no mês de abril, segundo levantamento do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos.
Somente no mês de abril, teriam sido demitidos empregados de seis fábricas.
Nesta quarta-feira (29), às 15h, o sindicato vai realizar, em frente à Embraer, um ato em protesto às demissões e em defesa dos trabalhadores.
O sindicato disse ainda que reivindica que a Embraer cobre das empresas a anulação das demissões e abertura de negociação.
“Todas essas fábricas usam como argumento para os cortes a falta de novos contratos com a fabricante de aviões. Esse argumento não se sustenta, já que poderiam buscar alternativas, como licença remunerada ou suspensão temporária de contratos de trabalho, como fez a própria Embraer”, informou o sindicato.
São José é a cidade brasileira com maior concentração de fábricas e profissionais especializados em tecnologia aeronáutica.
Segundo o sindicato, em abril, ocorreram demissões nas fábricas da Latecoere (30% dos trabalhadores), Aernnova (30%), Pirâmide (50%), Utech (30%) e Status (100%), além de 60 demissões na Global Usinagem, em Jambeiro.
A Status encerrou as atividades de sua fábrica no dia 13 e demitiu os 75 trabalhadores.
Os cortes foram cancelados na Justiça, por meio de liminar, em ação movida pelo sindicato. A decisão suspendeu os contratos, mas manteve a continuidade do pagamento de salários.
“A Embraer e o Governo Federal têm de assumir suas responsabilidades em relação a quem está perdendo seus empregos. A MP 936 foi insuficiente para proteger os empregos. Bolsonaro cometeu um grave erro ao permitir redução de salários, sem garantir estabilidade por pelo menos 12 meses”, disse Weller Gonçalves, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos.
