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O cancelamento do acordo entre as empresas aéreas Boeing e Embraer fez com que as ações da brasileira iniciassem a semana no terreno negativo. Os papéis da Embraer fecharam negociados com queda de 7,49% na Bolsa de SP, a R$ 7,66. No início do pregão, por volta das 10h, o recuo chegou a 14%, levando à suspensão por cinco minutos dos papéis. No ano, de acordo com a Economatica, a Embraer já perdeu 61,2% em valor de mercado.
Somente na sessão de sexta para esta segunda, a perda foi de 7,49%. Em um dia, a Embraer viu sua capitalização ser reduzida em R$ 456,3 milhões. Atualmente, o valor de mercado da aérea é de R$ 5,63 bilhões.
A americana alegou, no último sábado, que que a Embraer não atendeu a todas as condições exigidas e que, por isso, estava “exercendo seu direito de rescindir o contrato”.
Horas mais tarde, a brasileira contestou. A empresa afirmou que a atitude da Boeing foi indevida e que a americana fabricou falsas alegações como pretexto para não fechar a transação e pagar os US$ 4,2 bilhões prometidos à Embraer.
Somente neste ano, as ações da aérea brasileira acumulam desvalorização de 58%. O preço dos papéis caíram de R$ 19,73 para R$ 8,28.
“A Embraer se estruturou para conceber o novo negócio. Agora, a empresa se vê sozinha tendo que disputar mercado com concorrentes mais bem estruturadas, como a AirBus, que fechou acordo com a Bombardier”, indica Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos.
Nesta segunda, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o país pode negociar a venda da Embraer para outra empresa.
“Mesmo a companhia negociando um novo acordo com outra empresa à frente, o que também pode implicar em termos menos vantajosos dado a atual conjuntura, a empresa precisará trabalhar sua musculatura de modo a retomar a competitividade de outrora”, completou Arbetman.
