Foto: Flávio Pereira/CMSJC
O Vale do Paraíba lidera a taxa de isolamento no ranking estadual, segundo dados do Governo de São Paulo, divulgado nesta segunda-feira (27). Das 20 cidades com o melhor distanciamento, sete estão na região. Os números se referem ao dia anterior.
Bebedouro conseguiu 70% no domingo, seguido de Ubatuba, São Sebastião e Lorena, com 69%. As outras são Cruzeiro (68%), Caraguatatuba (66%), Pindamonhangaba (65%) e Caçapava (65%). Guaratinguetá tem 63% e Jacareí, 62%.
As duas mais populosas cidades do Vale do Paraíba continuam com as menores taxas de isolamento da região. São José alcançou 59% de isolamento e Taubaté 58%, no domingo. Ambos os municípios melhoraram o próprio índice na comparação com os números da sexta-feira, de 48%, abaixo da taxa considerada mínima pelo governo estadual.
O Simi (Sistema de Monitoramento Inteligente) do governo de São Paulo analisa os dados de telefonia móvel para indicar tendências de deslocamento e apontar a eficácia das medidas de isolamento social. A taxa é divulgada diariamente.
Com isso, segundo o governo, é possível apontar em quais regiões a adesão à quarentena é maior e em quais as campanhas de conscientização precisam ser intensificadas, inclusive com apoio das prefeituras.
O desafio dos municípios da região é manter a taxa de isolamento entre 50% e 60% nos dias de semana, não apenas nos finais de semana. Caso a taxa permaneça abaixo de 50% durante a semana, o governo pode rever a proposta de flexibilizar a quarentena a partir de 11 de maio e tornar o retorno das atividades mais lento.
O isolamento social é considerado a melhor medida para conter a disseminação da Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus.
Na avaliação do secretário estadual da Saúde, José Henrique Germann, a epidemia deve durar cinco meses, como mostra o comportamento do vírus em diversos países do mundo. Para ele, relaxar a quarentena atualmente pode trazer prejuízos ao sistema de saúde mais para frente.
“Precisamos nos resignar e ficar em casa cada vez mais, para vivermos. É o único remédio que temos, acrescido do uso de máscara”, afirmou Germann.
