Foto: Governo SP
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou antecipadamente nesta sexta-feira (17) a prorrogação da quarentena em todo o estado, até 10 de maio. Antes, o período iria até 22 de abril.
A medida é anunciada um dia após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ter demitido o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que defendia as medidas de isolamento.
Bolsonaro, que tem defendido o relaxamento do isolamento social, colocou no lugar de Mandetta o médico oncologista Nelson Teich, que disse estar alinhado ao presidente.
Segundo Doria, a decisão de prorrogar a quarentena foi amparada pelo Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, que reúne 15 especialistas em medicina e saúde pública.
“Não brigamos com a ciência, a respeitamos e confiamos. A orientação foi para prorrogarmos até 10 de maio. São Paulo confia nos médicos que salvam vidas”, disse.
Doria afirmou que a prorrogação da quarentena visa preservar o sistema de saúde do estado, que poderia colapsar com a quantidade de pacientes graves vitimados pela Covid-19, a doença causada pelo coronavírus.
“Para abrir comércio e serviços precisamos controlar melhor a contaminação e ter sistema de saúde sob controle para atender os pacientes”, disse o governador.
