Foto: Claudio Vieira/PMSJC
A empresa Cetenco, que apresentou a proposta com o segundo menor valor na licitação da primeira fase da obra viária da Linha Verde, recorreu para pedir a desclassificação do Consórcio Projeto Linha Verde, formado pelas empresas Compec Galasso e Geosonda, que apresentou a menor proposta.
No recurso, a Cetenco, que apresentou proposta de R$ 68 milhões, diz que a proposta do consórcio (R$ 55,832 milhões) é inexequível – o valor máximo do edital era de R$ 82,2 milhões.
Na apelação, a Cetenco alega que, se o contrato for assinado, poderá acarretar sérios danos ao município, porque o consórcio não teria capacidade de executar o serviço por esse valor.
Para embasar o apontamento, a Cetenco aponta “gravíssimas irregularidades na composição dos preços”, tornando a proposta “inexequível técnica e economicamente”. No recurso são listados 30 itens que teriam preços inexequíveis – em um deles, a proposta teve desconto de até 78,5% sobre o valor previsto no edital.
O Consórcio Projeto Linha Verde terá até sexta-feira (17) para apresentar o contrarrecurso. Depois, caberá à comissão de licitação avaliar o caso.
Obra
Do valor total da obra, R$ 30 milhões serão custeados pelo governo estadual e o restante pelo município.
Com prazo de execução de 18 meses, essa primeira etapa terá 14,5 quilômetros de extensão, partindo da Estrada do Imperador, na região sul de São José dos Campos, até a Rodoviária Nova, na região central. É por essa nova via que irá circular o VLP (Veículo Leve sobre Pneus) – a compra dos 12 veículos, que também está em licitação, poderá custar até R$ 35,4 milhões.
