Foto: Divulgação/Embraer
O agravamento da crise mundial causada pela pandemia do novo coronavírus é uma ameaça para o acordo comercial entre a Embraer e a Boeing, que segue indefinido.
Ambas as companhias têm sentido os prejuízos que a doença provocou no setor aéreo em todo mundo, com queda vertiginosa nas viagens aéreas, voos cancelados e países com fronteiras fechadas.
Com isso, as ações da fabricante brasileira de aviões despencaram quase 50% no mercado de ações.
O valor despencou de R$ 19,54 no dia 21 de fevereiro para R$ 9,65, nesta quinta-feira, uma redução de 50,6%.
Nessa quarta, o valor das ações da Embraer chegou a cair para R$ 8,43 na Bovespa.
A boa notícia é que fechou com alta de 6,87%.
Por sua vez, a Boeing, que enfrenta uma crise financeira após os problemas com o avião 737 Max, pediu ajuda financeira do governo dos Estados Unidos de cerca de US$ 60 bilhões para se manter ativa enquanto a pandemia não é controlada.
O montante representa três vezes o valor de mercado da Embraer atualmente, incluindo as unidades de defesa e aviação executiva.
Para dificultar mais o quadro, a negociação entre a Embraer e a Boeing ainda não recebeu o aval da Comissão Europeia, que adiou a decisão para 23 de junho. Não se sabe se o prazo será mantido em razão da pandemia de coronavírus que assola a Europa.
“A Embraer continua realizando todas as ações necessárias para a conclusão da parceria com a Boeing”, informou a Embraer, em nota.
