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A Polícia Militar intensificou o patrulhamento no Vale do Paraíba, especialmente na região de Tremembé, com o objetivo de tentar identificar e recolher 106 detentos que fugiram do presídio Edgar Magalhães Noronha, o Pemano.
Eles fazem parte do grupo de 218 presos que fugiram da unidade durante a noite desta segunda-feira (16).
Do total, 112 foram recapturados pelas forças de segurança até a noite desta terça-feira (17).
A unidade foi alvo de rebelião e foi parcialmente destruída, com estragos em áreas como rouparia, educação e enfermaria. Os presos envolvidos na confusão devem ser transferidos.
Relatos apontaram para barulhos de tiros, além de chamas na unidade. Já o Corpo de Bombeiros informou que atuou para controlar incêndios em colchões.
Antes da rebelião, o Pemano de Tremembé comportava 3.006 presos, sendo que tem capacidade para 2.672 detentos, segundo números da SAP (Secretaria de Administração Penitenciária).
Também houve rebelião nas penitenciárias de Mongaguá e Porto Feliz.
No total, 1.375 presos fugiram das três unidades prisionais nesta segunda, com 611 recapturados até a noite de terça-feira, segundo a SAP.
O motivo da rebelião foi a suspensão da saída temporária de detentos na Páscoa, determinada pela Justiça para conter a disseminação do novo coronavírus.
As unidades que enfrentaram problemas atuam no regime semiaberto, no qual os presos saem durante o dia para trabalhar e retornam ao presídio para passar a noite.
Pelas regras, a unidade não tem vigilância armada.
Rebelião
Segundo relatos de policiais, os presos do Pemano foram comunicados sobre a suspensão da saída temporária às 16h30h de segunda. Os detentos dos pavilhões 1, 2, 3 e 4 ficaram agitados, gerando tumulto em todo o presídio.