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Um dos mais importantes centros exportadores de matéria-prima para as indústrias do Vale do Paraíba, a Ásia reduziu em 31% a venda de produtos para a região no primeiro bimestre de 2020, comparado a igual período de 2019.
O motivo é a pandemia do novo coronavírus, que derrubou a produção industrial na Ásia, principalmente na China, em razão do fechamento de fábricas e de distritos industriais inteiros.
A importação de produtos asiáticos em janeiro e fevereiro deste ano foi de US$ 137,7 milhões, contra US$ 198,7 milhões no mesmo período do ano passado. A diferença a menos na compra de materiais foi de US$ 60,9 milhões, o que pode afetar a produção industrial no Vale.
Com isso, a participação da Ásia no total das importações do Vale despencou de 22% para 17%.
A China é o segundo país do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, que mais fornece matéria-prima para a produção industrial do Vale.
Somente os chineses reduziram a venda de produtos para a região em 33% neste começo de ano, por causa da proliferação dos casos de coronavírus em território chinês, atingindo regiões industriais, como Wuhan. As atividades industriais foram retomadas nesta semana.
Por enquanto, a epidemia que começou na China e se alastra por mais de 100 países e territórios afetou a produção na LG Electronics, em Taubaté, que concedeu férias coletivas a 200 trabalhadores por falta de peças para a produção de celulares.
Nas demais grandes empresas da região, como montadoras e na Embraer, ainda não houve impacto na produção, risco que não está descartado.
Nesta sexta-feira (13), o novo coronavírus havia infectado mais de 136 mil pessoas no mundo e provocado mais de 5 mil mortes.
Além da China, países como Coreia do Sul, Irã e Itália estão entre os de maior concentração de casos confirmados e mortes.
Sete dos 10 produtos mais comprados pelas empresas do Vale no exterior registraram queda na importação neste ano frente ao no ano passado. O recuo foi de 24%.
Os produtos que mais perderam em importação foram combustíveis (-31%), veículos e autopeças (-30%) e máquinas e aparelhos elétricos (-23%).
A região também reduziu a importação de plásticos (-19%), reatores nucleares e caldeiras (-15%), ferro e aço (-13%) e alumínio (-2,4%).
Os sete produtos representaram 56% do total das importações da região em 2020.
“A queda de importação de matéria-prima no setor industrial preocupa. Pode afetar o emprego e outros setores, como serviços e comércio”, disse o economista Edson Trajano, da Unitau..