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O governo estadual prevê a necessidade de mais 1.400 leitos em hospitais para atender pacientes no SUS (Sistema Único de Saúde) com o avanço do coronavírus em São Paulo. As vagas terão que ser abertas ao longo de quatro meses e o custeio desses novos leitos será pedido ao governo federal.
De imediato, serão ofertados 1.000 leitos, sendo 600 para a capital, que concentra 44 dos 46 casos confirmados da doença no estado. O restante será disponibilizado conforme o avançar da epidemia em São Paulo.
Também serão necessários leitos de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) para os casos mais graves da doença, que exigem internação.
“O estado está preparado para qualquer cenário, e vamos planejando conforme a evolução do vírus”, disse o infectologista David Uip, que dirige o Centro de Contingência do Coronavírus.
Em entrevista coletiva agora a pouco, o médico e o governador João Doria (PSDB) afirmaram que não há motivo para pânico no estado, e nem de suspensão de eventos públicos de qualquer natureza.
“Neste momento, não há nenhuma razão para pânico no estado, em razão do coronavírus. Qualquer alteração será objeto de deliberação do Centro de Contingência. Não há medidas precipitadas, mas todas dentro de protocolos de saúde”, afirmou Doria.
“A recomendação é aumentar o cuidado com pessoas com mais de 60 anos, que devem evitar qualquer tipo de aglomeração, incluindo metrô, ônibus e eventos”, disse Uip.
Na próxima semana, o Centro de Contingência se reunirá para debater a situação do coronavírus nos municípios, que também terão reforço de leitos conforme a necessidade.
