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Vice-líder na taxa de homicídios por 100 mil habitantes do estado, Guaratinguetá corre o risco de ver a sua Polícia Civil entrar em colapso.
A corporação enfrenta a mais grave crise de efetivo da história, provocando suspensão de atividades, fechamento de plantões e acumulo de funções aos policiais.
E paralelamente, o município ocupa a segunda colocação no ranking estadual com 14,87 vítimas de homicídio por 100 mil habitantes, perdendo para Caraguatatuba (20,9). A Delegacia Seccional de Guaratinguetá não consegue, atualmente, ocupar metade dos cargos de delegado: 16 para 34 postos.
Além de Guará, a circunscrição é ainda responsável por mais oito cidades, entre elas Lorena, Aparecida e Potim, município que abriga duas penitenciárias superlotadas.
A área tem mais de 350 mil habitantes e uma população flutuante de turistas que passa de 16 milhões por ano.
Isso traz desafios à investigação e elucidação dos crimes.
“Todos os delegados estão dobrando a atividade com segunda função, e já estamos passando à terceira. Perde a qualidade, sacrifica os servidores, que têm mais doenças, e incentiva as pessoas a saírem”, disse um delegado.
Outro profissional chamou a situação de “dantesca” e de “quadro de falência”.
A SSP (Secretaria de estado da Segurança Pública) informou que todas as unidades de Polícia Civil seguem funcionando normalmente no Vale.