Foto: Agência Brasil
Após ultrapassar Estados Unidos e assumir a liderança da balança comercial do Vale do Paraíba em janeiro, a China recuou 42% no bimestre e perdeu o primeiro lugar para os norte-americanos.
Segundo dados do Ministério da Economia, a região exportou US$ 233,4 milhões para a China em janeiro e fevereiro deste ano, contra US$ 399 milhões no mesmo período do ano passado.
A China enfrenta uma epidemia do novo coronavírus desde o final do ano passado, com 80.409 casos confirmados até quinta-feira (5) e 3.012 mortos. O país asiático tem 82% do total de casos identificados no mundo.
O surto da doença arrefeceu o parque industrial chinês, com empresas fechadas e a produção suspensa por conta da epidemia.
Com isso, a participação da China no total das exportações da região caiu de 23% no primeiro bimestre do ano passado para 18%, em igual período deste ano.
Os chineses lideraram a compra de produtos do Vale durante todo o ano de 2018, ultrapassando os Estados Unidos. Em 2019, a balança comercial inverteu a favor dos americanos, que lideraram durante todo o ano passado como maiores compradores da região.
Em janeiro e fevereiro deste ano, os Estados Unidos compraram US$ 363,1 milhões da RMVale e assumiram a primeira posição do ranking, mesmo com queda de 11% frente ao volume importado no começo de 2019, de US$ 407,7 milhões.
O recuo não foi suficiente para reduzir a participação dos americanos no comércio exterior da região. Pelo contrário, eles aumentaram de 24% para 27%, especialmente com o declínio dos chineses.
Antes ocupada pela Argentina, a terceira colocação no ranking dos países que mais compraram produtos do Vale em 2020 é ocupada pela Espanha, com US$ 102 milhões no bimestre.
Argentina cai da 3ª para a 5ª posição entre os países que mais importam da RMVale
A redução na exportação de veículos do Vale do Paraíba para a Argentina provocou a queda do país vizinho no ranking dos maiores compradores da região. Os argentinos fecharam 2019 na terceira colocação, atrás de Estados Unidos e China, com participação de 6% no total vendido.
Neste ano, em janeiro e fevereiro, a Argentina é a quinta colocada na lista, atrás de EUA, China, Espanha e Índia, que comprou US$ 96,8 milhões do Vale, alta de 78%. A Argentina importou US$ 82,4 milhões, 23% a menor do que em 2019, com US$ 106,4 milhões.
