Foto: Divulgação
A Boeing está preparada para iniciar a operação comercial com a Embraer em maio deste ano, segundo informou a fabricante norte-americana.
As duas companhias irão criar a joint venture Boeing Brasil Commercial. Porém, o negócio ainda depende de aval da Comissão Europeia.
A nova empresa irá absorver toda a divisão de jatos comerciais da Embraer, unidade de negócios responsável por mais de 50% do faturamento da fabricante.
A transação comercial foi avaliada em US$ 5,26 bilhões e a Boeing pagará US$ 4,2 bilhão à Embraer para deter 80% da nova companhia, com a brasileira ficando com os 20% restantes.
Segundo a Boeing, setores como administração, recursos humanos e sistemas serão os primeiros a entrar em operação após a aprovação da Comissão Europeia, antes prevista para o final de abril. Não há uma nova data definida.
Com o aval da entidade regulatória da União Europeia, mais as aprovações já concedidas nos Estados Unidos, Brasil, China e Japão, a nova companhia Boeing Brasil Commercial poderá ser formalmente registrada.
Em entrevista à Rede Vanguarda, Marc Allen, executivo da Boeing que lidera o processo de fusão, confirmou que a empresa está pronta para iniciar o novo negócio.
“Com a aprovação, estamos planejando para a primeira semana de maio. Precisamos esperar o sinal verde da União Europeia. Assim que tivermos o sinal verde, nós vamos começar”, afirmou.
O executivo também destacou a importância da fusão para o futuro da Boeing.
“Parceria é sobre criar empregos no Brasil, nos Estados Unidos e no mundo. É fundamental para a inovação criar produtos com valor agregado.”
Allen disse ainda que a unidade da Embraer em Taubaté deverá fornecer trens de pouso para a Boeing, que depende de fornecedores. A meta é expandir a unidade.
“Taubaté tem capacidade que a Boeing não tem de fornecer trens de pouso. Nós dependemos totalmente de fornecedores de trens de pouso. Há uma capacidade única de desenvolver componentes para aviões e isso é muito animador”.
