
Foto: Divulgação
O bloco pré-carnaval Vai Quem Quer, tradicional na cidade de Taubaté, foi cancelado pelo segundo ano consecutivo. O evento aconteceria no dia 15 de fevereiro e o cancelamento foi anunciado por meio de publicação em rede social pela organização do bloco.
Na publicação, a organização afirma que a medida foi necessária por conta de motivos burocráticos estabelecidos pela administração municipal — que teriam tornado a realização do evento inviável.
“O Bloco Vai Quem Quer Taubaté se isenta de qualquer responsabilidade sobre aglomerações ou tumulto, tanto no Largo Santa Luzia como na Avenida Professor Walter Taumaturgo (Avenida do Povo). Continuaremos trabalhando para que em 2021 o Bloco Vai Quem Quer faça seu melhor desfile abrindo o Carnaval em Taubaté”, diz texto da organização.
No dia 29 de janeiro, também por meio de publicação, a equipe já havia admitido a possibilidade de cancelamento do evento.
“Estamos trabalhando para que o bloco faça seu desfile na abertura oficial do Carnaval 2020, porém a administração municipal tem criado algumas situações para dificultar nosso evento. Uma delas seria a não colocação do carro de som, também o fechamento da avenida com a proibição de entrada de caixas térmicas e similares”.
Em nota, o governo Ortiz Jr. (PSDB) informou que ainda não recebeu nenhum documento oficial comunicando o cancelamento do evento, mas que o bloco teve seu plano de trabalho desclassificado por estar em desconformidade com as regras previstas no edital de chamamento.
“Mesmo com a desclassificação, entendendo a importância histórica e cultural do Bloco Vai Quem Quer para a cidade de Taubaté, a Secretaria de Turismo e Cultura chamou os dirigentes do bloco para uma reunião e
propôs arcar com 90% dos custos do bloco, como segurança privada, contratação de banda, caminhão de som tipo trio elétrico, brigadistas, apoio da Guarda Municipal, gradis e ambulância”, diz nota da prefeitura.
A Polícia Militar informou que após ser procurada por representantes do grupo, esclareceu as dúvidas e a documentação necessária aos organizadores para a realização do evento, conforme lei vigente.
“Como a documentação não foi apresentada dentro do prazo legal, essa informação foi passada ao Ministério Público”.
No ano passado, o evento foi cancelado pela primeira vez em 47 anos. À época, o motivo também teria sido a ausência de entrega da documentação solicitada pela Polícia Militar para a realização do bloco.