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Petroleiros da Revap (Refinaria Henrique Lage), unidade da Petrobras em São José dos Campos, aprovaram o estado de greve na refinaria. A assembleia foi realizada na manhã desta quarta-feira. A informação é do Sindipetro (Sindicato dos Petroleiros de São José dos Campos).
Também houve protesto contra a retirada de direitos e a demissão de 1.000 trabalhadores da unidade Fafen (Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná), em Araucária (PR), que pode ser desativada pela Petrobras.
O protesto contou ainda com a participação de trabalhadores de outras categorias e reuniu cerca de 90 pessoas.
Desde o dia 1º de fevereiro, petroleiros de todo Brasil estão em greve em protesto contra demissões na Fafen. O movimento foi convocado pela FUP (Federação Única dos Petroleiros).
Na Revap, segundo o Sindipetro, os petroleiros realizaram quatro cortes de rendição na refinaria desde o início da greve nacional, em solidariedade à mobilização.
O protesto também foi contra a adoção de novas regras para a jornada de trabalho na refinaria. O Sindipetro diz que, na prática, as mudanças representarão “corte de salários e aumento das condições de risco no local de trabalho”.
“As demissões na Fafen vão representar a transferência dos postos de trabalho do Brasil para o exterior. Vamos fortalecer a greve nacional contra a retirada de direitos, as demissões e a privatização do maior patrimônio do país, a Petrobras”, disse Rafael Prado, presidente do Sindipetro.
Outro Lado
Em nota, a Petrobras disse que o movimento grevista iniciado em algumas unidades é “injustificado”, uma vez que o “acordo coletivo de trabalho foi assinado por todos os sindicatos em novembro de 2019 e as negociações previstas estão seguindo curso normal”.
“Portanto, os motivos alegados não atendem aos critérios legais. Reforçamos que, em todos os itens apontados pelas entidades sindicais, a companhia vem cumprindo rigorosamente os compromissos firmados e segue aberta para dialogar com as entidades”, informou a companhia.
A Petrobras disse ainda que todas as suas unidades de produção de petróleo, combustíveis e derivados estão em operação dentro dos padrões de segurança. Não há impactos na produção nem no abastecimento ao mercado.
Operação
Nesta terça-feira (4), o ministro Ives Gandra Filho, do TST (Tribunal Superior do Trabalho), determinou que 90% dos petroleiros da Petrobras continuem trabalhando durante a greve iniciada no sábado.
A decisão atende parcialmente a um pedido da Petrobras – a estatal queria que o TST determinasse a suspensão da greve.
Sindicatos que descumprirem a norma terão de pagar multas entre R$ 250 mil e R$ 500 mil, a depender do porte de cada entidade.
