
Foto: Xandu Alves/OVale
As represas da bacia do rio Paraíba do Sul elevaram em 22% a quantidade de água, nos últimos 75 dias, em razão da maior quantidade de chuvas nos meses de dezembro e novembro do ano passado.
Segundo o Cptec (Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos), ambos foram os mais chuvosos desde 2015 para o mesmo período.
Com isso, os reservatórios do rio Paraíba do Sul ganharam 22% do volume útil desde novembro. Os dados são da ANA (Agência Nacional de Águas).
O reservatório equivalente –espécie de média das quatro represas– subiu de 34,18% para 41,85%, nesta quinta-feira.
Trata-se do maior volume de água nas represas do Vale desde setembro do ano passado, quando os reservatórios tinham 45,12%. O pico de água em 2019 foi registrado em junho, com 58,33%.
Entre as quatro represas da bacia, a de Paraibuna, a maior e mais importante para a região, ganhou 6,83% de água neste período, passando de 31,78%, em novembro, para 33,95%, nesta semana.
O reservatório de Santa Branca subiu 72% (30% para 52%), a represa de Jaguari aumentou 14% (47% para 54%) e a de Funil ganhou 88% (30% a 56%).
Mais Água
O aumento do volume nas represas neste começo de ano reverte a perda de água que vinha sendo registrada desde o final da temporada de inverno, em setembro do ano passado.
Em outubro, por exemplo, o reservatório equivalente registrava 33,83%, o que representava 20% a menos do que o volume de setembro, de 42,35%.
Tratava-se da menor quantidade de água nas represas do Vale desde fevereiro do ano passado, quando os reservatórios estavam com 38%.
Na análise de 2019, o período entre abril e agosto foi o de maior quantidade de água no reservatório equivalente da região, com 58,33% (junho), 58,13% (maio), 56,51% (abril), 56% (julho) e 50,58% (agosto).
Foram os únicos meses do ano em que o volume de água ultrapassou 50% no reservatório equivalente.
Já o período de outubro a dezembro foi o de menor quantidade de água.
Chuvas acumulam 330 mm em novembro e dezembro, um índice recorde desde 2015
Dezembro e novembro de 2019 acumularam 330 milímetros de chuva na região, maior volume para o mesmo período desde 2015, quando os dois últimos meses do ano registraram 440 mm de chuva. Os dados são do Cptec (Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos).
Cada milímetro equivale a um litro de água acumulada por metro quadrado. É uma forma de medir a quantidade de chuvas numa localidade. O valor é medido por pluviômetros.
Em 2018, dezembro e novembro tiveram 290 mm de chuva, que foi de 320 mm em 2017 e de 260 mm, em 2016. O menor volume dos dados do Cptec na região é o de 2014, com 215 mm.