Foto: Agência Brasil
Os dados foram divulgados pelo Ministério da Economia apontam que superávit de US$ 4,67 bilhões na balança comercial é 12% menor do que o superávit da região no ano passado, de US$ 5,32 bilhões. Quase a mesma queda percentual ante o desempenho da balança comercial em 2017, com superávit de US$ 5,35 bilhões.
Já o superávit deste ano supera o de 2016 (US$ 1,29 bilhão) e o dos demais anos da série histórica do governo, que começa em 1997.
Nesses 23 anos, a região fechou com superávit apenas em oito, sendo que metade nos últimos quatro anos.
O baixo rendimento da balança da RMVale em 2019 deve-se à redução das exportações, que caíram 10,44% ante 2018: US$ 10,5 bilhões contra US$ 11,7 bilhões.
As importações também foram menores: -9% (US$ 5,87 bilhões ante US$ 6,45 bilhões), o que pode representar uma desaceleração na produção industrial neste começo de ano, segundo analistas, o que poderá afetar a geração de empregos.
Com queda nas exportações e importações, o saldo da balança comercial foi 12,26% menor em 2019 (US$ 4,67 bilhões) comparado a 2018 (US$ 5,32 bilhões).
A boa notícia é que a exportação de dezembro (US$ 1,027 bilhão) foi a mais alta da região dos últimos oito meses, ultrapassando em 1,16% a de novembro (US$ 1,015 bilhão). O recorde do ano foi em abril, com US$ 1,37 bilhão.
A cidade de São José dos Campos foi quem garantiu o aumento nas exportações do Vale, com crescimento de 40% nas vendas ao exterior em dezembro na comparação com novembro: US$ 599,7 milhões contra US$ 428,4 milhões.
Brasil
A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 46,6 bilhões em 2019, o menor valor em quatro anos e uma queda de 19,6% em relação a 2018, segundo dados do Ministério da Economia.
José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil, disse à agência Sputnik Brasil que o país, em 2019, não teve “nenhuma direção no comércio exterior”.
Com US$ 3,93 bilhões exportados em 2019, São José lidera ranking na região
No geral, das 28 cidades do Vale do Paraíba que venderam ou compraram no exterior ao longo do ano passado, 20 tiveram déficit na balança comercial e oito registraram superávit.
São José dos Campos foi a cidade com o maior volume de exportações em 2019 (US$ 3,93 bilhões) e importações de US$ 1,07 bilhão, que renderam um superávit de US$ 2,86 bilhões.
Ilhabela vendeu US$ 2,91 bilhões e registrou igual superávit, o maior do Vale. São Sebastião exportou US$ 968,5 milhões e importou US$ 1,41 bilhão, anotando déficit de US$ 445,7 milhões no saldo da balança comercial.
Taubaté teve déficit de US$ 130,8 milhões (US$ 810,2 milhões exportados contra US$ 941 milhões importados), Guaratinguetá fechou com déficit de US$ 822 milhões (US$ 276,4 milhões contra US$ 1,09 bilhão) e Jacareí teve superávit de US$ 149,7 milhões (US$ 785,5 milhões ante US$ 635,7 milhões).
Pindamonhangaba exportou US$ 575,2 milhões, o sexto maior valor do Vale. A cidade importou US$ 413,6 milhões e fechou 2019 com um superávit de US$ 161,6 milhões, o terceiro maior. Na comparação entre as exportações de dezembro e novembro de 2019, São José foi o destaque, com alta de 40%. Lorena teve crescimento de 73% e Caçapava de 30%. As demais cidades exportadoras venderam menos: Ilhabela (-23%), Jacareí (-60%) e Taubaté (-5%).
