
Foto: Divulgação/PMSJC
A Polícia Militar prepara uma megaoperação contra os “pancadões do funk” em São José dos Campos, os chamados “fluxos do funk”. As ações serão desencadeadas no último dia do ano.
A operação contará com policiais do 3º Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia) e do 46º BPM-I (Batalhão de Polícia Militar do Interior), unidade responsável pelo policiamento nas zonas leste e sul de São José, e da Polícia Civil.
Também agentes de trânsito, fiscalização de posturas e a Guarda Civil Municipal da Prefeitura de São José dos Campos.“
Pensando na possibilidade de haver fluxos no dia 31 de dezembro, estamos montando uma megaoperação e vamos virar toda a área. Justamente para evitar fluxos”, afirmou o coronel José Eduardo Stanelis, comandante do CPI-1 (Comando de Policiamento do Interior).“
Tínhamos previsto essa possibilidade de perturbação no sossego e temos essas operações agendadas. O helicóptero vai participar também”, completou.
Segundo o comandante da PM, também haverá ações contra “fluxos do funk” em outras cidades do Vale do Paraíba neste final de ano.
Operações em 2019
Até o começo de dezembro deste ano, a Polícia Militar havia realizado 212 operações contra “pancadões do funk” na Região Metropolitana do Vale do Paraíba.
Foram quase 20 operações por mês, em média, para conter os chamados “fluxos do funk”, que geram reclamações de perturbação do sossego, tráfico de drogas e exploração sexual de menores nas principais cidades da região.
Durante as operações, ainda segundo a PM, 14 pessoas foram presas, dois menores foram apreendidos e três procurados foram capturados.
No total, os policiais abordaram 4.178 pessoas, vistoriaram 302 estabelecimentos comerciais e 1.960 veículos, com 141 deles removidos e quatro veículos recuperados.
“O ‘pancadão’ não respeita a tranquilidade das pessoas que moram nas redondezas [de onde é realizado]. Há gente idosa, recém-nascidos e doentes que têm problemas com o barulho”, afirmou Stanelis.
“Os eventos geram situações de desrespeito. Não raro, há tráfico de drogas, exploração de menores e outros tipos de transtorno. Se a polícia não age, pode ocorrer de alguém querer fazer justiça com as próprias mãos”.