
Foto: Arquivo/Agência Brasil
O Vale do Paraíba é a região do estado que menos reduziu a emissão de poluentes gerados pela frota de veículos em um ano, segundo o Relatório de Emissões Veiculares da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), divulgado nesta semana com dados referentes a 2018.
Enquanto que a média estadual de redução de dióxido de carbono (CO2) – gás emitido pela queima de gasolina e diesel e um dos responsáveis pelo efeito estufa – foi de 4% entre 2017 e 2018, o Vale registrou -1,53% – número 2,64 vezes menor do que a queda registrada no estado.
De acordo com os dados da Cetesb, a quantidade de CO2 na região caiu de 22.634 toneladas para 22.288 toneladas.
A RMVale é a terceira região metropolitana do estado com maior quantidade de CO2 em circulação, segundo o relatório da Cetesb. Perde apenas para as regiões de São Paulo e Campinas, e ganha de Sorocaba, Ribeirão Preto e Baixada Santista.
Todas as regiões reduziram o CO2 acima do índice da RMVale: São Paulo (-7,24%), Ribeirão Preto (-6,76%), Campinas (-5,08%), Sorocaba (-3,44%) e Baixada Santista (-2,13%).
“A grande maioria das cidades da região não tem planejamento para um sistema adequado de transporte coletivo, o que impacta na qualidade do ar”, disse o arquiteto e urbanista Flávio Mourão.
Além disso, cada vez mais carros circulam pelas ruas dos municípios da região, a terceira com a maior frota de todo o estado: 1,46 milhão no ano passado, aumento de 3,65% para o total de veículos em 2017 (1,41 milhão).
Poluentes
A boa notícia é que todos os cinco tipos de poluentes averiguados pela Cetesb tiveram redução em todas as regiões do estado, mas mais uma vez com uma queda menor na RMVale.
Óxidos de nitrogênio (NOx) caiu 4,97% na média estadual e 2,2% no Vale. Os demais poluentes ficaram assim: material particulado (MP), com -7,80% no estado e -5,58% no Vale; toneladas de dióxido de enxofre (SO²) com -7,11% na média estadual e -4,21% na região; e Compostos Orgânicos Voláteis (COV), com -6,71% no estado e -4,44% no Vale.
Aumento da frota de veículos provoca alta de 12% nos poluentes em quatro anos
O crescimento de 10,38% na frota de veículos na RMVale entre 2015 e 2018 – 1,32 milhão para 1,46 milhão – foi a causa principal do aumento da poluição veicular no mesmo período na região.
A quantidade de dióxido de carbono (CO2) passou de 19.766 toneladas para 22.288, alta de 12,76%, a maior do estado. Ao lado do Vale, apenas a região de Sorocaba registrou aumento de CO2 nesse período: 10,78%.
Pelo mesmo motivo, o Vale foi a região em que a quantidade de óxidos de nitrogênio (NOx) menos caiu no estado entre 2015 e 2018: -19%, para uma média estadual de -25%. Desafio é reduzir as emissões com uma frota cada vez maior.