Foto: PMSJC
Representante das principais empresas de ônibus urbanos da RMVale, a Busvale defende subsídio público às operadoras, nos principais municípios, para equilibrar economicamente o sistema.
A exemplo de Taubaté e Jacareí, que aprovou o subsídio nesta quarta-feira, a entidade espera que São José dos Campos e Guaratinguetá e outras cidades adotem a compensação financeira.
Em São José, segundo a Busvale, as empresas de ônibus perderam 1,10 milhão de passageiros pagantes entre 2012 e 2019, considerando a média mensal no período de janeiro a setembro.
No mesmo intervalo, o número de passageiros beneficiados com a gratuidade cresceu 1,52 milhão.
“É grave a situação. Tem que se analisar alguma coisa. As empresas estão praticamente em colapso econômico”, disse Rubens Fernandes, diretor da Busvale.
Segundo ele, de 2012 a 2019, as empresas reforçaram a frota com 42 ônibus novos para suportar o aumento do volume de passageiros.
Também arcaram com alta de 95% no óleo diesel e 62% no salário de motoristas e cobradores. Em contrapartida, a receita aumentou 25%.
“O resultado é um desastre financeiro sem precedentes”, disse Fernandes.
Segundo Fernandes, a entidade não é contra a gratuidade, mas precisa de alternativas para “repensar o sistema”.
As empresas pediram neste mês reajuste da tarifa em São José, hoje em R$ 4,20. O pedido vai até 6,03 (isenção de ISS) e R$ 6,22 (sem isenção). A proposta está em análise.
A Busvale informou que o valor do reajuste neste ano, definido após processos judiciais, ficou abaixo do previsto pelo município. “As empresas aguardam uma solução sobre as perdas”, disse a Busvale.
OUTRO LADO
Em nota, a Secretaria de Mobilidade Urbana de São José dos Campos disse que a queda no número de passageiros no transporte público vem “acontecendo em todo o país” e que “trabalha na elaboração do novo modelo de transporte público da cidade, previsto para ser iniciado em 2021”. A pasta não comentou sobre a adoção de um subsídio.
