
As forças de segurança pública da RMVale reforçaram em 2019 o combate ao tráfico de drogas, apontado como motor da violência na região, recordista de homicídios em todo o estado de São Paulo.
O mercado de entorpecentes é responsável por 70% dos assassinatos na área.
De acordo com números oficiais, divulgados pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, foram registradas 2.512 ocorrências no Vale do Paraíba neste ano, de janeiro a outubro, cerca de oito por dia.
No ano passado, nesse mesmo período, foram 2.393 casos — houve, portanto, aumento de 4,97% no índice em 2019.
Esse é considerado um dos indicadores de produtividade das forças de segurança pública — a elevação no número representa um reforço no combate e não a ampliação da venda de drogas.
O resultado regional contraria a tendência no estado — queda de 1,07% nesse índice.
No Vale, o número de apreensões de drogas também subiu e passou de 90 para 150 na comparação entre 2018 e 2019 — um acréscimo de 66,6%.
Na RMVale, o número de suspeitos presos chegou a 9.406, contra 8.640 entre janeiro a outubro de 2018 — uma elevação de 8,8%.
O recrudescimento na guerra ao tráfico, aliado a outras medidas, provocou uma redução de 10,6% nos homicídios (282 para 252 vítimas) e 38,8% dos casos de latrocínio (de 18 para 11).
Ainda assim, apesar da queda, a região segue como recordista no número absoluto de vítimas de homicídios no interior e tem a taxa proporcial mais elevada de São Paulo — 12,48 vítimas por 100 mil habitantes, enquanto no estado a média é de 6,51. MAPA.
Entre os principais municípios da RMVale, registraram crescimento no índice de ocorrências de tráfico Guaratinguetá (alta de 162%, de 37 para 97), Lorena ( 42,5%, de 256 para 365), Caraguatatuba ( 35%, indo de 117 para 158), Ubatuba ( 18,4%, de 92 para 109), Jacareí ( 17,9% — de 178 para 210) e São Sebastião ( 14,5%, de 110 para 126).
Já em São José dos Campos, o índice caiu 10,6% — passou dos 543 para 485 casos.
Taubaté também teve redução no indicador — caiu 15,9%, indo de 194 para 163. Pindamonhangaba (-15,2%) e Cruzeiro (-23%) registraram queda.