Foto: Sergio Andrade
A Polícia Militar da RMVale receberá três drones, dos 100 que foram apresentados pelo governo estadual nesta quinta-feira, para serem utilizados em operações de segurança pública na região, capital da violência no interior. Os aparelhos equiparão o programa ‘Dronepol’, lançado pelo governador João Doria (PSDB) em abril.
Eles filmam e transmitem imagens em tempo real, que podem ser acompanhadas pela Polícia Militar. O investimento foi de R$ 3 milhões.
“Os drones não são de uso recreativo, mas de alta capacidade de definição de imagem e ajudam muito em programas preventivos e em ocorrências. Podem até identificar o número de pessoas em uma determinada área”, afirmou Doria.
Segundo o secretário de estado da Segurança Pública, general João Camilo Pires de Campos, os drones entram em operação imediatamente.
Dos 100 equipamentos, 20 irão para o Comando de Policiamento do Interior, que divide o estado em 10 grandes áreas. O governo disse que haverá ainda outros 45 drones que entrarão no programa como reforço. A utilização não foi detalhada.
Na RMVale, os drones devem ser enviados para atuação pelo Baep (Batalhão de Ações Especiais da Polícia), em São José dos Campos, e pelo Caep (Companhia de Ações Especiais da Polícia), em Taubaté.
“Interessa bastante a gravação das imagens [de ocorrências], não só a situação para a polícia preventiva, mas também para os bombeiros. Todas as operações previstas serão gravadas, e isso protege a atuação do policial e serve para esclarecimentos. Os drones multiplicam e economizam meios”, disse Campos.
Comandante da PM no Vale, o coronel José Eduardo Stanelis disse a OVALE que os equipamentos serão empregados “em toda a região”.
Os novos equipamentos permitem a captação, transmissão, gravação e gerenciamento de imagens de interesse da segurança pública. O material pode ser retransmitido em tempo real ao comando da Polícia Militar, para análise e estratégia de abordagem e atuação em ocorrências.
O sistema pode ainda ser usado em missões de inteligência e operações, monitoramento de grandes eventos, reintegrações de posse, controle de distúrbios civis e manifestações.
Segundo o governo, a captura e a transmissão das imagens podem ser feitas por via aérea, por antena com a utilização de um helicóptero Águia. Ou por via terrestre, por meio de streaming ao vivo retransmitidos por sistema de rádio em veículos policiais.
O Estado também apresentou um sistema de combate a drones para barrar tentativas de acesso ao espaço aéreo dos presídios de São Paulo.
O equipamento combina detecção de frequências e ondas de rádios, áudio e sensor óptico. Após a localização do drone invasor, entra em ação o sistema do antidrone, que embaralha a comunicação entre o equipamento e seu operador.
O antidrone será usado na Grande São Paulo, mas, segundo Doria, pode ser “demandado para outras regiões”.
