Foto: Arquivo/Agência Brasil
O copo meio cheio: a Aids vem desacelerando no Vale do Paraíba. O meio vazio: cai menos entre os jovens, indicando maior descuido desta população com a doença.
De acordo com os números do Ministério da Saúde, a região registrou 156 casos de Aids em 2018, o menor número da série histórica da pasta, que começa em 2006. Representou queda de 56% diante dos 351 casos de 2017. Na mesma comparação, os soropositivos de 15 a 24 anos foram 21 contra 37 (-43%).
Outro dado preocupante é que os 21 casos de Aids entre jovens representaram 13,46% do total de casos na região em 2018, o maior percentual da série histórica.
Antes do ano passado, o maior índice havia sido detectado em 2012, com 509 casos registrados e 64 entre o público jovem -12,57%.
“Nos atendimento, percebemos que eles [jovens] têm falha no uso do preservativo. Todos sabem que existe o HIV, mas não se sentem muito vulneráveis, e usam preservativo só algumas vezes. Quando o relacionamento está mais fixo eles param de usar”, disse Juliana Fenley, infectologista do CRMI (Centro de Referência de Moléstias Infectocontagiosas) de São José dos Campos.
Segundo ela, o aumento de Aids entre os jovens se dá mais com o público homossexual masculino.
Em São José dos Campos, por exemplo, os casos de Aids em pessoas de 15 a 24 anos, segundo dados do Ministério da Saúde, saltaram de oito, em 2017, para 10 em 2018, um crescimento de 25%.
A doença caiu em todas as outras faixas etárias.
O número de casos de Aids no Vale caiu 70% num período de 10 anos. Foram registrados 517 pacientes em 2008 para 156, no ano passado.
Também nesse intervalo de tempo a quantidade de jovens soropositivos caiu bem menos do que nas demais faixas etárias. Os casos de Aids entre pessoas de 15 a 24 anos caiu 36% em 10 anos, de 33 registros para 21.
