Foto: Charles de Moura/PMSJC
Ambientalistas de São José dos Campos denunciaram ao Ministério Público crime ambiental que estaria sendo praticado nas obras do Arco da Inovação, a ponte estaiada em construção na região oeste da cidade. A obra é da prefeitura e feita pela construtora Queiroz Galvão.
Em uma representação protocolada na última semana, eles apontam derramamento de concreto e resíduos de construção civil nas margens e no leito do rio Vidoca, que passa pela obra.
De acordo com eles, há suspeita de “grave crime ambiental e total desrespeito à legislação ambiental”.
Eles denunciam que a construtora Queiroz Galvão estaria jogando resíduos em uma encosta do Vidoca, caindo no leito do rio, com a anuência da prefeitura e sem fiscalização da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo).
“A ponte já foi alvo de vários questionamentos na Justiça, por apresentar um grande risco ao meio ambiente e de baixa eficiência na solução da grave ausência de mobilidade urbana naquela região onde está sendo construída”, afirmou o ambientalista e professor José Moraes Barbosa.
Também assinam a representação o ambientalista e engenheiro Vicente de Moraes Cioffi e a assistente financeira Angela Aparecida da Silva.
Nesta terça-feira, o documento foi distribuído para a promotora do Meio Ambiente Larissa Albernaz, da 2ª Promotoria de Justiça.
O MP informou que ela deve dar um parecer sobre a denúncia até a próxima sexta-feira, podendo indeferir a reclamação ou abrir uma investigação.
Além do MP, segundo Barbosa, o caso será denunciado ao BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), que financia a obra.
Não é a primeira vez que a obra é questionada. Em fevereiro deste ano, a construção ficou suspensa por 11 dias em fevereiro, por decisão judicial.
A obra segue em ritmo acelerado e chegou a 50% da construção, mas será entregue com atraso. A previsão inicial de terminar no final de 2019 não será cumprida, e a obra deve ficar pronta no primeiro trimestre de 2020, ao custo de R$ 50,3 milhões, acima dos R$ 48,5 milhões previstos.
