
Foto: Roosevelt Cassio/Sindmetalsjc
Trabalhadores de sete empresas do setor aeroespacial no Vale do Paraíba, entre elas a Embraer, estão aprovando estado de greve em assembleias promovidas pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos. O grupo emprega 14,5 mil pessoas.
Nesta semana, foram realizadas assembleias na Embraer e nas fábricas da Eleb, Sonaca e Aernnova, todas em São José. Os trabalhadores aprovaram o estado de greve.
A Eleb pertence à Embraer e produz trens de pouso para a empresa. Já a Sonaca e Aernnova são fornecedoras. Juntas, elas possuem cerca de 1.000 trabalhadores.
Ainda haverá encontros nas fábricas da Pesola e Alestis, em São José, e na da Latecoere, em Jacareí.
Todas as empresas são representadas pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) na negociação da campanha salarial.
Segundo o sindicato, o aviso de greve é um “alerta para o grupo patronal do setor, que propôs apenas o reajuste salarial pela inflação, de 3,28%, e redução de direitos”.
“É inadmissível que as empresas ofereçam apenas a inflação. Os trabalhadores estão se organizando para dar uma resposta à altura. O recado está dado aos patrões”, disse Herbert Claros, diretor do sindicato.
Segundo fontes na negociação, foram recusadas duas propostas da Fiesp. A primeira de um abono de R$ 2.500 no lugar de aumento salarial. A segunda de reposição de 100% da inflação acumulada no período de 12 meses (3,28%).
O sindicato reivindica 6,37% de aumento, o que corresponde à inflação do período (setembro de 2018 a agosto de 2019) mais 3% de aumento real, além de renovação da convenção coletiva na íntegra.
Procurada, a Fiesp disse, por meio de nota, que “o processo negocial encontra-se em andamento”.