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A Embraer registrou lucro atribuído aos acionistas de R$ 26,1 milhões no segundo trimestre de 2019, revertendo os prejuízos de R$ 160,8 milhões do primeiro trimestre deste ano e de R$ 485 milhões no segundo trimestre de 2018.
Por outro lado, a companhia apurou prejuízo líquido ajustado –que desconsidera Imposto de Renda e impostos — de R$ 57,6 milhões, acima do prejuízo líquido ajustado de R$ 21,4 milhões de um ano antes.
Segundo Nelson Salgado, vice-presidente executivo Financeiro e de Relações com Investidores da Embraer, o prejuízo foi afetado por variações cambiais e pelo “resultado operacional baixo por causa dos custos [da separação dos negócios devido à transação com a Boeing]”. Tal custo foi estimado em R$ 122 milhões no primeiro semestre.
No segundo trimestre deste ano, a Embraer entregou 51 jatos, sendo 26 comerciais e 25 executivos (19 leves e 6 grandes). Com isso, acumulou 73 aeronaves entregues no primeiro semestre, com 37 comerciais e 36 executivas.
No final de junho, a fabricante de aeronaves registrou uma carteira de pedidos firmes de US$ 16,9 bilhões. No fim do primeiro trimestre, a carteira era de US$ 16 bilhões.
Salgado disse que a entrada dos dois novos jatos executivos no mercado –Praetor 500 e Praetor 600– aumentaram as vendas da Embraer nesse segmento, acima do crescimento do mercado. “O crescimento da Embraer foi superior ao da indústria, e estamos apenas começando”, afirmou.
O Praetor 500 foi certificado pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) nesta terça-feira, durante a feira internacional Labace, em São Paulo. O Praetor 600 recebeu a certificação em maio.