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A reunião marcada para esta quarta-feira em Brasília, entre o diretor do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Ricardo Galvão, e os ministros Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia) e Ricardo Salles (Meio Ambiente), foi adiada para a próxima sexta-feira.
Galvão irá ao ministério dar explicações sobre os dados coletados do desmatamento da Amazônia, que têm sido criticados pelo presidente Jair Bolsonaro e membros do governo nas últimas semanas.
Bolsonaro chegou a alegar que Galvão tivesse ligação com alguma ONG internacional com interesse em publicar dados negativos sobre o Brasil. Galvão chamou a declaração do presidente de “covarde”.
Nesta quarta-feira, segundo apurou OVALE, devem se reunir em Brasília com os ministros pesquisadores da área de OBT (Observação da Terra) do Inpe, grupo que cuida do monitoramento da Amazônia.
Além de Galvão, o governo quer ouvir o presidente do Ibama, Eduardo Bim, sobre a questão do desmatamento da Amazônia. O órgão é responsável pela fiscalização.
As recentes declarações de Bolsonaro elevaram o clima de incerteza no Inpe. Especula-se que o presidente queira intervir no comando da instituição, podendo até pedir a demissão de Galvão.
Em defesa do Inpe e do seu diretor, o SindCT (Sindicato Nacional dos Servidores Públicos Federais na Área de Ciência e Tecnologia do Setor Aeroespacial), que tem sede em São José dos Campos, faz nesta quarta-feira a segunda manifestação em apoio a ambos em menos de 10 dias.
O ato começa às 14h, na portaria do Inpe, no Jardim da Granja, região sudeste de São José, com servidores, sindicalistas e apoiadores. No dia 22 de julho, a primeira manifestação reuniu cerca de 200 pessoas.
“Vamos defender a instituição, seus servidores, o trabalho desenvolvido e dar apoio ao diretor, Ricardo Galvão, por sua coragem em enfrentar as mentiras proferidas pelo presidente da República”, diz o sindicato.