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A notícia de que o MP (Ministério Público) tenta barrar o repasse de verbas do Fadenp (Fundo de Apoio ao Desporto-Não Profissional) das equipes de alto rendimento de São José dos Campos, preocupa as modalidades, já que muitas dependem do repasse para se manterem, ou para complementar o orçamento anual desses times.
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“Preocupa bastante. Estamos em meio a um ciclo olímpico e não se pode simplesmente passar a borracha no sonho desses atletas”, disse Vinícius Calasans, coordenador da equipe de wrestiling (luta olímpica) de São José.
Ele, inclusive, menciona a lutadora Laís Nunes, que compete por São José, vai disputar os Jogos Pan-Americanos de Lima e está pré-classificada para os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020.
“Atualmente, temos 33 atletas de nível nacional e internacional e que dependem dessa verba do Fadenp. Tudo começou com um projeto social e que deu certo e foi abraçado pela prefeitura”, disse.
“Nós não temos a mesma visibilidade de esportes como o futebol, por exemplo, que tem muito mais mídia”, ressalta.
O supervisor do São José Basket, Luís Inácio Messias, que já trabalha na montagem da equipe para o Campeonato Paulista, disse que é difícil comentar uma situação que ainda não foi definida. “Não tenho dúvidas de que a prefeitura está ciente e seu corpo jurídico vai tomar as medidas cabíveis sobre o assunto, que inclusive não é de agora, mas também não nos passaram nada”, afirmou o dirigente.
O São José ficou de fora das disputas dos campeonatos entre 2016 e 2018, justamente após o corte do aporte financeiro da prefeitura naquela oportunidade.
Atualmente, além da verba do Fadenp, o clube conta com patrocinadores por meio da LIF (Lei de Incentivo Fiscal).
O pedido do MP foi feito em uma ação protocolada no mês passado, em que a Promotoria aponta supostas irregularidades em repasses feitos ao time de vôlei masculino e que podem se estender a outras equipes, por conta da contratação de atletas profissionais com dinheiro do esporte amador. O pedido ainda não foi analisado pela 2ª Vara da Fazenda Pública.
