Guilhermo Codazzi/OVALE

Foto: Rogério Marques
O número de prisões cresceu 39,09% na RMVale durante os primeiros cinco meses de 2019, de acordo com os dados oficiais da Secretaria de Segurança Pública do Estado.
De janeiro a maio, as forças policiais fizeram 4.202 prisões no Vale do Paraíba, área com o maior número de assassinatos no interior paulista.
Nessas 4.202 ocorrências, foram presos no total 2.835 suspeitos em flagrante e também 1.761 suspeitos por cumprimento de mandado (um saldo de 4.596 presos).
No mesmo período em 2018, entre janeiro a maio, a RMVale teve 3.021 prisões, com um total de 2.779 presos em flagrante e mais 1.432 por determinação da Justiça, segundo o Estado.
O número de prisões efetuadas em 2019, nos cinco primeiros meses, é o segundo maior desde o início da série histórica iniciada em 2002, atrás somente do registrado em 2013: 4.293.
Em São José dos Campos, em 2019, houve aumento de 26,9% no número de prisões — passou de 705 para 835 ocorrências.
Houve alta também em Taubaté ( 26,9%, 379 para 481), Jacareí ( 13%, 369 indo para 417), Guaratinguetá ( 29,7%, de 185 para 240) e Caraguatatuba (um crescimento de 6,31%, de 301 a 320 prisões).
No estado, na média, o índice teve aumento de 7,4% — abaixo, portanto, do resultado do Vale.
De acordo com os índices de produtividade, houve aumento de 35,6% no número de armas de fogo apreendidas na região em 2019, na comparação com 2018 (de 356 para 483).
Também houve a elevação de 10,5% no número de ocorrências de combate ao tráfico de drogas (de 1.065 para 1.177), de acordo com dados oficiais.
CRIMES
Índice de homicídios no Vale teve queda de 6,7% em 2019, entre os meses de janeiro e maio.
Apesar da queda, a região se mantém como região mais violenta do interior do estado, liderando índices de homicídios e latrocínios.
Entre janeiro e maio, o Vale registrou 131 homicídios e 7 latrocínios (casos de roubos seguidos de morte), com total de 138 vítimas de assassinato. Em maio, o Vale registrou 18 vítimas — o menor índice mensal desde maio de 2010.
Em 2019, a região registra a menor taxa de roubos de toda a série histórica, desde 2002.