Radioagência Nacional

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Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-Contínua), Educação, divulgada, nesta quarta-feira (19), pelo IBGE mostra que em 2018, ainda havia no país 11,3 milhões de analfabetos com 15 anos ou mais de idade. A taxa caiu lentamente nos últimos, apenas 0,1 ponto percentual em relação a 2017, registrando 6,8%.
Dois anos separam também os brancos e negros em relação ao tempo dedicado aos estudos. A média para os brancos com 25 anos ou mais de idade foi de 10,3 anos de estudo e para os negros, de 8,4 anos.
Garantir o estudo na idade adequada é outro desafio. Entre 15 e 17 anos, 69,3% estavam na série correta em relação à idade. Novamente nesse aspecto, a Pnad mostra que há grandes diferenças regionais e de cor e raça.
No Nordeste, um terço dos adolescentes não frequentava a série adequada. No país, a taxa de adequação para pessoas brancas de 15 a 17 anos foi de 76,5% e para as pretas e pardas, de 64,9%.
Entre os estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA), exatamente aqueles que não puderam estudar na idade adequada, a Pnad mostra que 73,7%, do contingente matriculado no ensino fundamental era de pessoas de cor preta ou parda. As mulheres foram a maioria dos matriculados na EJA ensino médio. Já na EJA fundamental, os homens ficaram ligeiramente em maior número.