Xandu Alves/OVALE
Foto: Cláudio Vieira/PMSJC
Sem crescimento da economia, os jovens experimentam o gosto amargo do desemprego na RMVale durante os primeiros meses do governo de Jair Bolsonaro (PSL). A modalidade do 1º emprego foi a que mais caiu na região.
De acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério da Economia, o 1º emprego caiu 13,24% no Vale, com 7.116 contratações no primeiro quadrimestre contra 8.202, em igual período do ano passado.
É a maior queda percentual entre todas as formas de admissão de trabalhadores.
No mesmo período, o reemprego (desempregado que é contratado) subiu 1,33%, de 53.913 para 54.628. No geral, as contratações caíram 1,69%, de 65.270 para 64.168.
O resultado reverte o bom desempenho que os jovens tiveram no ano passado, quando o mercado de trabalho contratou 20% a mais no 1º emprego na comparação com 2017, passando de 17.852 para 21.377.
O 1º emprego foi um programa criado pelo governo federal em 2003 para estimular a inserção de jovens no mercado de trabalho.
Para especialistas, a retração da economia pune os mais jovens por causa da falta de experiência. Por isso, cresce a chance do 1º emprego quanto maior for a qualificação do candidato
“A saída é buscar qualificação para se diferenciar no mercado”, disse Savana Pinheiro, coordenadora da Global Empregos, agência de emprego com atividade na região.
DEMISSÕES
Para piorar a situação dos jovens, o número de demitidos cresceu no Vale no governo Bolsonaro. Foram registrados 64.295 desligamentos de janeiro a abril deste ano, 2,24% acima do número do mesmo período do ano passado, de 62.889 desligamentos.
Desligamentos motivados por justa causa e a pedido do trabalhador crescem no Vale
Subiu no Vale do Paraíba a modalidade de demissão com justa causa, que passou de 820 cortes de janeiro a abril de 2018 para 863 desligamentos nos quatro primeiros meses deste ano, com alta de 5,24%. Os cortes sem justa causa tiveram queda tímida de 0,39%, caindo de 35.396 para 35.257 no quadrimestre.
Os trabalhadores que pediram para deixar o emprego passaram de 15.511 de janeiro a abril do ano passado para 16.616 neste ano, um aumento de 7.12%.
A modalidade de demissão por término de contrato cresceu 0,57% no mesmo período –9.260 para 9.313. Os desligamentos por meio de aposentadoria ou morte não tiveram mudança, com 29 e 216 registros nos dois períodos, respectivamente. O corte de trabalhadores temporários caiu 11,38%, passando de 1.107 para 981.
