Por: Guilhermo Codazzi/ Jornal OVale

Foto: Claudio Vieira/ PMSJC
Dois tiros.
No meio da noite, o corpo do homem de 48 anos está lá estirado no chão do bar, crivado na cabeça e no peito. O crime ocorrido na zona leste de São José dos Campos está nas estatísticas oficiais da violência em território paulista, que deixam a RMVale desde 2010 no posto de região recordista em homicídios no estado.
Para tentar reduzir o índice de assassinatos na área, o comando da Polícia Militar promete uma série de ações, que incluem um cerco aos bares irregulares em toda a região, em parceria com as prefeituras.
Essa espécie de ‘fecha-bar’, que já foi aplicada esta semana no Litoral Norte e será implantada nas outras áreas do Vale, é parte da megaoperação integrada, lançada durante este mês e que envolve diversos órgãos e corporações — policiais civis, federais, rodoviários, guardas, além de fiscalização.
A polícia está mapeando quais os pontos de atenção, por meio de boletins de ocorrência, disse o comandante da PM na região, coronel José Eduardo Stanelis, que nesta sexta-feira assumiu oficialmente o CPI-1 (Comando de Policiamento do Interior).
O maior foco é fechar pontos que são usados pelo tráfico.
“Esses pontos já estão sendo mapeados, verificando se têm a documentação. Normalmente, são bares de periferia, funciona, até tarde, viram pontos de tráfico, brigas, discussões. Nós mapeamos, consultamos a prefeitura, se tem alvará ou não, e fazemos uma ação conjunta. Se não tiver alvará, nós fazemos a ação conjunta e a prefeitura fecha. É um ponto a menos para dar problema”, disse Stanelis.
VIOLÊNCIA.
A Região Metropolitana do Vale do Paraíba encerrou o primeiro trimestre deste ano com 85 pessoas assassinadas, recorde absoluto do interior do estado, de acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.
O resultado é fruto de 80 vítimas de homicídio doloso e cinco de latrocínio (roubo seguido de morte) nos três primeiros meses do ano. Taubaté, Jacareí e Caraguatatuba lideram os casos na região.